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Economia

Bradesco registra lucro de R$ 7,1 bilhões no 3T26 e renova recompra de ações

Instituição financeira apresentou alta de 14,6% no lucro líquido recorrente e anunciou programa para adquirir até 106,5 milhões de papéis na B3.

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Bradesco registra lucro de R$ 7,1 bilhões no 3T26 e renova recompra de ações
Bradesco registra lucro de R$ 7,1 bilhões no 3T26 e renova recompra de ações

O Bradesco divulgou seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre de 2026, reportando um lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, o que representa um crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Simultaneamente à divulgação dos resultados, a instituição financeira aprovou a renovação de seu programa de recompra de ações, com limite para a aquisição de até 106.584.881 papéis na B3.

A autorização para a recompra de ações, válida de 8 de novembro de 2026 a 8 de maio de 2028, divide-se entre 53.413.506 ações ordinárias (BBDC3) e 53.171.375 preferenciais (BBDC4). Conforme esclarecido pelo banco, o programa não estabelece obrigatoriedade de compra integral nem cria uma data de pagamento automática para o acionista, servindo como um mecanismo de alocação de capital cuja efetividade dependerá da execução e do posterior cancelamento ou manutenção dos ativos em tesouraria.

No aspecto operacional, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) atingiu 16,1% no trimestre, completando onze trimestres consecutivos de avanço na recuperação da instituição. O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, destacou que o desempenho foi impulsionado pela expansão das receitas, controle de despesas e rigor na gestão de risco, embora o ambiente macroeconômico continue desafiador.

Apesar do crescimento do lucro, o trimestre foi marcado por pressões sobre a inadimplência e o custo do crédito. O índice de atrasos superiores a 90 dias subiu para 4,6%, pressionado principalmente por operações voltadas a micro, pequenas e médias empresas, além de efeitos sazonais no setor do agronegócio. Como consequência, as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa alcançaram R$ 10,6 bilhões, alta de 24,3% na comparação anual.

A administração do banco pontuou que a carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,15 trilhão, apresentando alta de 11,1% em 12 meses. A estratégia adotada tem sido priorizar concessões com garantias mais sólidas, como financiamentos imobiliários, de veículos e operações respaldadas por fundos governamentais, o que mitiga os riscos de perdas definitivas em um cenário de juros elevados e comprometimento da renda das famílias.

Questionado sobre as perspectivas para o próximo período, o executivo-chefe utilizou analogias náuticas para ilustrar o ritmo de crescimento diante do cenário econômico. Segundo Noronha, a ausência de um cenário mais favorável, comparado a um vento de popa com juros abaixo de 10% e maior dinamismo da atividade econômica, limita a velocidade de expansão das operações, mas a instituição mantém a expectativa de continuar crescendo com cautela e disciplina financeira.

Fontes consultadas

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