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Economia

Ações de bancos registram fortes quedas após o segundo turno das eleições

Papéis de instituições financeiras como Bradesco e Banco do Brasil recuam na Bolsa brasileira com a reação do mercado ao pleito presidencial.

Por 2 min de leitura

Ações de bancos registram fortes quedas após o segundo turno das eleições
Ações de bancos registram fortes quedas após o segundo turno das eleições

Após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais, as ações de grandes bancos registraram fortes quedas na Bolsa brasileira no pregão desta segunda-feira. O movimento ocorre em meio à repercussão do resultado que apontou a vitória do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, na disputa contra Flávio Bolsonaro.

Por volta das 10h54, no horário de Brasília, os principais papéis do setor financeiro operavam em forte baixa. O Banco do Brasil liderava as perdas entre as instituições de controle estatal e mistas, enquanto o Bradesco (BBDC4) apresentava desvalorização significativa de 24,55%. Outros nomes de peso do mercado, como BTG Pactual, Itaú Unibanco e Santander Brasil, também acompanharam o movimento negativo.

Analistas do mercado financeiro avaliam que a reação dos investidores reflete a precificação de um cenário macroeconômico mais desafiador. Entre os fatores apontados estão a perspectiva de manutenção de juros elevados por um período mais prolongado, sinais de deterioração fiscal e a expectativa de um ritmo menor de crescimento econômico para os próximos períodos.

Esses elementos tendem a pressionar diretamente a rentabilidade do setor financeiro, além de reduzir o dinamismo e o volume de operações nos mercados de crédito e de capitais. No mesmo pregão, o Ibovespa operava com volatilidade, enquanto agentes econômicos ponderavam os impactos das urnas sobre a condução da política econômica do país.

No caso específico do Bradesco, a instituição havia reportado recentemente um lucro líquido de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre e anunciado planos de recompra de ações, dados que funcionam como os principais catalisadores positivos monitorados por analistas. No entanto, o cenário adverso de mercado impõe cautela quanto à sustentabilidade dos resultados frente ao ambiente macroeconômico.

Especialistas ressaltam que o desempenho futuro dos ativos bancários dependerá da confirmação de indicadores operacionais, da evolução do custo de crédito, do nível de inadimplência e das diretrizes fiscais que serão adotadas pelo governo eleito nos primeiros meses de gestão.

Fontes consultadas

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