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Economia

Reeleição de Lula impacta mercado financeiro e dólar dispara

Bolsa de valores e moeda norte-americana sofrem forte volatilidade após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Por 2 min de leitura

Reeleição de Lula impacta mercado financeiro e dólar dispara
Reeleição de Lula impacta mercado financeiro e dólar dispara

O mercado financeiro brasileiro registrou forte volatilidade nesta segunda-feira, 26, após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais. O resultado, que apontou a vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro, contrariou as expectativas de parte dos investidores e provocou reações imediatas nos ativos negociados tanto no Brasil quanto no exterior.

Logo na abertura das negociações, o principal fundo de índice de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, o EWZ, apresentou queda acentuada no pré-mercado. No mesmo sentido, os recibos de ações brasileiras, as ADRs, registraram desvalorizações expressivas em Nova York, com papéis de grandes empresas dos setores de energia, mineração, consumo e finanças operando em baixa.

No mercado interno, o dólar comercial disparou de forma expressiva nas primeiras horas do pregão, operando com alta superior a 12% e cotado na faixa de R$ 5,60. O movimento foi acompanhado pelos contratos de dólar futuro na B3, refletindo a aversão ao risco por parte dos agentes econômicos diante do cenário político estabelecido.

Especialistas apontam que o resultado eleitoral alterou a percepção de risco do mercado financeiro brasileiro. Enquanto investidores vinham precificando a possibilidade de alterações na condução da política fiscal e maior rigidez no controle dos gastos públicos com uma eventual vitória da oposição, a vitória de Lula gerou incertezas sobre a sustentabilidade da dívida pública.

Diante do cenário de forte oscilação, analistas destacam que o mercado deve atravessar uma semana marcada por cautela, com pressão contínua sobre o Ibovespa, avanço nos juros futuros e valorização da moeda norte-americana. O comportamento dos preços dependerá da absorção das novas diretrizes econômicas pelo setor financeiro.

Apesar da forte pressão e das quedas observadas nos ativos brasileiros no exterior, o acionamento do mecanismo de interrupção temporária de negociações da B3, conhecido como circuit breaker, depende exclusivamente da oscilação efetiva do Ibovespa durante o pregão oficial e não de indicadores do pré-mercado.

Fontes consultadas

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