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Economia

Tesouro cancela leilões e dólar dispara após reeleição de Lula

Medidas ocorrem em meio a forte volatilidade nos mercados e preocupações fiscais.

Por 2 min de leitura

Tesouro cancela leilões e dólar dispara após reeleição de Lula
Tesouro cancela leilões e dólar dispara após reeleição de Lula

O Tesouro Nacional cancelou nesta segunda-feira os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação que estavam previstos para os dias seguintes, mantendo apenas a operação com papéis vinculados à taxa básica de juros Selic. A decisão foi anunciada após uma expressiva queda nos ativos brasileiros e forte alta nos juros futuros, repercutindo o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

No domingo, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 51,79% dos votos válidos, superando seu adversário na disputa. O resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, gerando uma onda de aversão ao risco que impactou de forma imediata o mercado financeiro nacional.

Na abertura dos negócios, o dólar à vista disparou mais de 10%, chegando a ser negociado na faixa de R$ 5,52. O movimento de alta acentuada também se refletiu no mercado futuro e levou a B3 a alterar os limites diários de oscilação para conter a volatilidade nos contratos do Ibovespa e do câmbio.

Especialistas apontam que o principal motor dessa instabilidade é o temor dos investidores em relação à trajetória da dívida pública e à capacidade de controle de gastos pelo governo, agravado pela ausência de maioria própria no Congresso. Analistas do mercado financeiro avaliam que a deterioração das expectativas fiscais pode pressionar ainda mais os ativos domésticos.

Enquanto isso, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central apontou projeções coletadas antes do desfecho eleitoral, mantendo a Selic projetada para o fim do ano em 13,25% e indicando uma taxa de 12% ao ano para o encerramento de 2027. No entanto, avaliações do setor financeiro indicam que as estimativas podem precisar de revisão diante do atual cenário macroeconômico e da trajetória dos juros reais de longo prazo.

Diante da turbulência, instituições financeiras recomendam cautela aos investidores e empresas, sugerindo atenção redobrada à liquidez e a estratégias de proteção em carteiras de investimentos, priorizando empresas com receitas atreladas a moedas estrangeiras ou negócios com menor endividamento para atravessar o período de incertezas.

Fontes consultadas

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