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Economia

Ibovespa despenca e dólar dispara após vitória de Lula no segundo turno

Reeleição surpreende investidores e gera forte volatilidade nos mercados financeiros globais nesta segunda-feira.

Por 2 min de leitura

Ibovespa despenca e dólar dispara após vitória de Lula no segundo turno
Ibovespa despenca e dólar dispara após vitória de Lula no segundo turno

O mercado financeiro brasileiro registra forte volatilidade e perdas expressivas nos primeiros negócios desta segunda-feira, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. A virada eleitoral contrariou as expectativas dos investidores, que projetavam uma vitória da direita e apostavam em medidas rigorosas de ajuste fiscal.

Por volta das 9h36, o Ibovespa Futuro desabava 19,85%, operando aos 166.790 pontos. No exterior, os reflexos foram imediatos: o principal fundo negociado nos Estados Unidos que replica o índice MSCI Brazil registrava queda de 26,04% no pré-mercado. Especialistas apontam que o resultado eleitoral frustra as esperanças de reformas estruturais voltadas para a melhoria das finanças públicas.

Analistas do setor financeiro destacam que a reação dos mercados reflete o temor de riscos fiscais mais elevados e de um real mais fraco. O câmbio também sofreu forte impacto, com contratos de derivativos e o dólar futuro na B3 operando com altas expressivas, cotados em patamares elevados que preocupam operadores e mesas de câmbio em São Paulo.

Instituições financeiras revisaram suas projeções para o cenário macroeconômico brasileiro. O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central indicou uma redução na projeção para o dólar no fim de 2026, de R$ 5,13 para R$ 5,05, além de um leve recuo na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto, que passou de 1,83% para 1,80%. A inflação oficial estimada pelo IPCA caiu para 5,19%, enquanto a taxa Selic foi mantida em 13,25% ao ano.

Especialistas em economia ressaltam que o principal desafio para o governo reeleito será demonstrar compromisso com o controle das contas públicas para estabilizar a trajetória da dívida em relação ao PIB. Sem um ajuste fiscal sólido, analistas alertam para o risco de deterioração na percepção internacional do país e de manutenção de taxas de juros elevadas.

Apesar das turbulências de curto prazo, gestores de recursos ponderam que a economia brasileira possui fundamentos consolidados e que os mercados tendem a se estabilizar à medida que o governo detalhe suas diretrizes econômicas e políticas para os próximos anos.

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