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Boatos sobre a morte de Kim Jong-un circulam online sem confirmação

Alegações sobre o estado de saúde do líder norte-coreano ganharam força nas redes sociais, mas não há evidências oficiais que comprovem as informações.

Por 3 min de leitura

Boatos sobre a morte de Kim Jong-un circulam online sem confirmação
Boatos sobre a morte de Kim Jong-un circulam online sem confirmação

Boatos sobre a suposta morte ou grave estado de saúde do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, espalharam-se pelas redes sociais durante o fim de semana, gerando questionamentos sobre a sucessão no país asiático. As alegações iniciais surgiram de uma postagem na plataforma X feita por Wanjun Xie, presidente do Partido da Democracia da China, que afirmou que o dirigente teria sofrido uma hemorragia cerebral e entrado em coma.

De acordo com a narrativa divulgada online, Kim teria recebido tratamento de emergência em um hospital de Pequim, na China, após ser transferido devido às condições precárias do sistema de saúde norte-coreano. As publicações também alegavam que ele não teria resistido e que seu corpo teria sido transportado secretamente de volta a Pyongyang. No entanto, agências de checagem e veículos de imprensa apontam que não existem provas concretas ou confirmações oficiais para corroborar essas afirmações.

Outras vertentes dos boatos sugeriam que a China teria enviado milhares de tropas à capital norte-coreana para estabilizar o regime e apoiar a sucessão de Kim Ju-ae, filha do líder, além de elevar o nível de alerta militar na região para o caso de uma guerra civil. Contudo, tais informações carecem de subsstanciação independente. Relatos adicionais tentaram associar os boatos a um desertor norte-coreano e a uma suposta entrevista a uma agência de notícias sul-coreana, mas investigações posteriores não encontraram registros de tal conversa recente.

A falta de informações oficiais e a ausência de um sucessor formalmente anunciado mantêm alta a especulação em torno da saúde de Kim Jong-un. Embora o governo não tenha apresentado atualizações recentes sobre o seu estado clínico, analistas apontam que boatos semelhantes já circularam em anos anteriores, como em 2020, quando o dirigente também ficou ausente da esfera pública por um período antes de reaparecer.

Paralelamente aos rumores sobre o líder, a Coreia do Norte enfrenta um momento de tensão nas fronteiras com a Coreia do Sul. Kim Yo-jong, irmã influente do dirigente supremo, declarou recentemente através da agência estatal KCNA que o país avalia reforçar o envio de armamentos táticos ao longo da fronteira sul e retomar transmissões por alto-falantes.

Segundo Kim Yo-jong, a medida seria uma resposta às ações militares da Coreia do Sul, que teriam disparado tiros de advertência e realizado centenas de alertas sonoros na zona fronteiriça. As tensões entre os dois países vizinhos têm se intensificado desde que Pyongyang iniciou obras de fortificação em abril de 2024, incluindo a instalação de minas terrestres e barreiras na Zona Desmilitarizada.

Fontes consultadas

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