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Política

Candidatos à Presidência assinam acordo para abertura simultânea de sigilos

Documento protocolado no TSE prevê a divulgação total e imediata de dados fiscais, bancários e telefônicos de Lula e Flávio Bolsonaro.

Por 2 min de leitura

Candidatos à Presidência assinam acordo para abertura simultânea de sigilos
Candidatos à Presidência assinam acordo para abertura simultânea de sigilos

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro firmaram, nesta quinta-feira (22), um acordo no Tribunal Superior Eleitoral para a liberação total e simultânea dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ambos os candidatos. A tratativa ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais e atende a um desafio lançado publicamente durante os debates televisivos da última semana.

O documento apresentado à imprensa pelo senador Camilo Santana e pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, formaliza que os dois concorrentes aceitaram integralmente as condições recíprocas estabelecidas. A petição foi assinada digitalmente por Lula e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, que representa Flávio Bolsonaro no processo.

Inicialmente, o alinhamento enfrentou impasses devido à inclusão da Alcaraz Holding, empresa ligada ao advogado Willer Tomaz e sob investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, na qual o senador é apontado como usuário master. Após negociações, a equipe do candidato do PL acatou a exigência da coligação adversária para que as informações sobre a companhia também fossem abrangidas pela transparência.

Apesar da assinatura conjunta do termo, os representantes jurídicos do parlamentar sinalizaram que a divulgação dos dados por parte de sua campanha ficaria condicionada à verificação prévia da documentação entregue por Lula ao tribunal. A advogada Maria Cláudia Bucchianeri declarou que o grupo checaria se todas as exigências estipuladas haviam sido integralmente cumpridas pelo petista.

Por sua vez, a coordenação da campanha de Lula defendeu a celeridade do processo e solicitou ao ministro André Mendonça que a decisão ocorresse de forma célere para que as informações fossem disponibilizadas em um site de acesso público. O objetivo estipulado pelos partidários era permitir o acesso da população às informações antes do debate da TV Globo.

O embate sobre a que teve início no último domingo, quando o atual presidente desafiou o adversário a abrir os dados financeiros próprios e de seus familiares. Em resposta protocolada na quarta-feira, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou uma série de exigências adicionais que incluíam o levantamento de registros de colaboradores, gastos governamentais e agendas de familiares do chefe do Executivo, culminando na tratativa firmada no tribunal.

Fontes consultadas

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