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Política

Casa Branca descarta apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil

Apesar de ter facilitado a entrada do senador nos Estados Unidos, a administração de Donald Trump não pretende endossar suas ambições políticas.

Por 2 min de leitura

Casa Branca descarta apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil
Casa Branca descarta apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil

O governo dos Estados Unidos não tem planos de reconhecer o senador Flávio Bolsonaro (PL) como líder legítimo do Brasil, de acordo com avaliações de fontes da Casa Branca divulgadas por agências internacionais. A gestão de Donald Trump mantém essa postura mesmo após ter autorizado a entrada e concedido visto humanitário ao político brasileiro e sua família em território norte-americano.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo a Miami após ser derrotado nas eleições presidenciais por Luiz Inácio Lula da Silva. A saída do país ocorreu dias após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes do parlamentar, atendendo a um pedido da Polícia Federal que apontava risco de fuga em meio a investigações por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A viagem para o exterior contou com apoio logístico de aliados e do assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, que ajudou a organizar o voo fretado após o senador cruzar a fronteira em direção à Argentina. A atuação do governo norte-americano na facilitação da viagem motivou um grupo de 25 deputados democratas a enviar uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrando explicações detalhadas sobre o uso de recursos diplomáticos e de imigração no caso.

Apesar de Donald Trump ter feito críticas públicas ao processo eleitoral brasileiro e questionado o resultado do pleito sem apresentar provas, autoridades dos Estados Unidos avaliam que a administração atual evita provocar uma nova crise diplomática com o Brasil. Membros do governo brasileiro apontam que a Casa Branca tem adotado uma postura de cautela devido ao amplo reconhecimento internacional da vitória de Lula.

Em solo norte-americano, Flávio publicou e posteriormente alterou textos em redes sociais nos quais se autoproclamava presidente eleito e, em seguida, líder do Brasil. A manifestação gerou reações negativas e críticas tanto de opositores quanto de aliados tradicionais e figuras de destaque da direita nacional, que apontaram a falta de base para contestar o resultado das urnas.

Enquanto isso, no Brasil, a Polícia Federal investiga os detalhes da rota utilizada pelo senador para deixar Brasília e chegar até a fronteira, apurando possíveis ajudas logísticas e financeiras de empresários e aliados políticos. No cenário político interno, a saída e os desdobramentos geram repercussões na reorganização da direita e na dinâmica de atuação de lideranças conservadoras.

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