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Política

Caso Ana Clara é debatido por Lula e Flávio Bolsonaro

Menina de cinco anos morta por tiro de fuzil em Niterói foi o tema de um embate sobre segurança pública entre os candidatos.

Por 2 min de leitura

Caso Ana Clara é debatido por Lula e Flávio Bolsonaro
Caso Ana Clara é debatido por Lula e Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro protagonizaram um intenso debate sobre segurança pública na noite desta sexta-feira (23), com foco na morte da menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos. A criança foi atingida por um disparo de fuzil em fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Durante a discussão, Lula questionou a atuação de Flávio Bolsonaro, que integrou a equipe de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de efetuar o disparo fatal. O presidente criticou o senador por ter assinado um recurso no Superior Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão que levou o agente a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A mãe da vítima, Cristiane Silva, acompanhou o confronto na plateia a convite da campanha do atual presidente. Ao retomar a palavra, Lula questionou diretamente o adversário político sobre os motivos que levaram um parlamentar a defender um policial acusado de matar uma criança durante uma ação em área residencial.

Em resposta, Flávio Bolsonaro prestou solidariedade à família e afirmou não acreditar na culpabilidade do policial militar. O candidato argumentou que o episódio ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade dominada pelo tráfico e que o agente ainda aguarda julgamento.

O senador declarou que deseja ajudar a esclarecer a autoria do disparo, reforçando sua confiança na inocência do policial. Na mesma oportunidade, o candidato do PL aproveitou para criticar a política de segurança do governo federal, apontando falhas no controle das fronteiras e na entrada de armamentos pesados nas comunidades.

Paralelamente aos desdobramentos políticos do caso, ativistas realizaram um protesto em frente ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, contra a decisão do ministro André Mendonça. A medida suspendeu o impulsionamento pago de um vídeo de campanha nas plataformas digitais que abordava a atuação do senador na defesa do policial.

O magistrado atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro sob o argumento de que o material tinha caráter crítico e desqualificador, sem constituir propaganda eleitoral propositiva. Representantes de movimentos sociais criticaram a decisão e classificaram a suspensão da publicidade digital como censura em meio ao período eleitoral.

Fontes consultadas

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