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Política

Resultados de 2026 mostram revés para ex-prefeitos em disputas estaduais

Nomes vitoriosos nas eleições municipais de 2024 enfrentaram cenários adversos ao tentarem migrar para os governos estaduais.

Por 2 min de leitura

Resultados de 2026 mostram revés para ex-prefeitos em disputas estaduais
Resultados de 2026 mostram revés para ex-prefeitos em disputas estaduais

Dois dos prefeitos mais bem-sucedidos nas eleições municipais de 2024 registraram desempenho inferior ao esperado nas disputas estaduais de 2026. João Campos, no Recife, e Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, que haviam alcançado expressivas votações no pleito municipal de dois anos antes, não conseguiram repetir o sucesso na corrida pelos governos de seus respectivos estados.

Em 2024, João Campos garantiu a reeleição no primeiro turno com 78,12% dos votos válidos no Recife. Já em 2026, ao disputar o governo de Pernambuco, o político terminou a votação na segunda colocação, com 44,81%, sendo superado pela governadora Raquel Lyra, que conquistou a reeleição no primeiro turno com 53,27% dos votos.

Especialistas apontam que a rejeição nacional associada ao partido de Campos e a forte aliança costurada por sua adversária com prefeitos aliados influenciaram o resultado. Segundo a cientista política Fernanda Maria Negromonte, o candidato não conseguiu desvincular sua imagem à legenda em nível estadual e acabou sofrendo o desgaste da máquina pública oponente.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes obteve 42,76% dos votos na disputa pelo governo estadual, ficando atrás de Douglas Ruas, que alcançou 49,27%. A situação no estado ainda aguarda desdobramentos na Justiça Eleitoral devido à análise de votos de candidaturas indeferidas.

A professora Mayra Goulart, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, avalia que a queda no apoio a Paes decorre da tentativa do candidato de ocupar um espaço político entre a centro-direita não bolsonarista e a esquerda, o que acabou por fragilizar sua base. De acordo com a análise, o cenário fluminense refletiu a forte consolidação e o enraizamento do bolsonarismo na região.

O fenômeno de revés para gestores municipais bem avaliados em 2024 também se repetiu em outras capitais do país. Políticos como Tião Bocalom no Acre, David Almeida no Amazonas e Cícero Lucena na Paraíba deixaram as prefeituras para concorrer aos governos estaduais, mas terminaram as disputas em colocações distantes da liderança no primeiro turno.

Fontes consultadas

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