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Clima

Cataratas do Iguaçu têm grades removidas após cheia

Aumento expressivo no volume de água do Rio Iguaçu motivou a retirada preventiva das proteções da passarela no Paraná.

Por 2 min de leitura

Cataratas do Iguaçu têm grades removidas após cheia
Cataratas do Iguaçu têm grades removidas após cheia

A passarela que conduz os visitantes às Cataratas do Iguaçu, localizada no Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu (PR), teve suas grades de proteção removidas pelo lado brasileiro na última terça-feira (13). A medida foi adotada pela equipe da unidade de conservação após o volume de água do Rio Iguaçu registrar uma alta expressiva devido às fortes chuvas recentes na região.

A interdição da passagem ocorreu de forma preventiva no domingo (11), quando a vazão alcançou marcas elevadas. Enquanto uma fonte pontua que o fluxo chegou a 10 milhões de litros por segundo no dia da remoção das grades, outras apontam registros de até 11,2 milhões de litros por segundo no mesmo período, representando um volume cerca de sete vezes superior à média histórica da região, que é de aproximadamente 1,5 milhão de litros por segundo.

De acordo com a concessionária Urbia+Cataratas, que gerencia a visitação turística no local, a retirada das grades é um protocolo de segurança para evitar danos estruturais. Com a remoção, elementos como galhos e troncos carregados pela forte correnteza conseguem passar pela passarela sem exercer forte pressão sobre a estrutura metálica.

Apesar da suspensão do acesso à passarela principal, o Parque Nacional do Iguaçu permanece aberto ao público. Os turistas conseguem contemplar a grandiosidade das quedas a partir da Trilha das Cataratas e dos mirantes liberados. Contudo, áreas específicas como os caminhos do Poço Preto e das Bananeiras, além do mirante inferior do Espaço Naipi e outros circuitos, foram fechados temporariamente em decorrência do risco de alagamentos e elevação do nível fluvial.

O protocolo de segurança do parque determina o bloqueio da passarela quando a vazão supera 8,5 milhões de litros por segundo. A reabertura da estrutura depende da diminuição do volume de água e de avaliações técnicas conduzidas em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sem prazo definitivo estipulado.

A cheia na bacia do Rio Iguaçu também repercutiu nas operações da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que abriu a segunda calha do vertedouro na terça-feira (13) para realizar o controle do nível do reservatório. A medida operacional resultou em uma vazão de 10,7 milhões de litros por segundo pela estrutura, sem indicação de riscos de inundações em áreas próximas por parte da empresa binacional, embora a Defesa Civil e equipes de emergência acompanhem os impactos nos rios da região e prestem auxílio a famílias em áreas afetadas.

Fontes consultadas

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