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Clima

Cataratas do Iguaçu têm vazão dez vezes maior após chuvas

Aumento do volume de água no Paraná levou à interdição preventiva de passarela turística e caminhos no parque nacional.

Por 2 min de leitura

Cataratas do Iguaçu têm vazão dez vezes maior após chuvas
Cataratas do Iguaçu têm vazão dez vezes maior após chuvas

As Cataratas do Iguaçu, localizadas em Foz do Iguaçu, no estado do Paraná, registraram na última quarta-feira uma vazão de aproximadamente 15,8 a 16 milhões de litros de água por segundo. O volume expressivo é decorrente de chuvas intensas que atingiram a região recentemente e elevaram significativamente o nível do Rio Iguaçu, alcançando uma marca que supera em dez vezes a média histórica estimada em 1,5 milhão de litros por segundo.

Diante da força da correnteza e seguindo os protocolos de segurança estabelecidos, a passarela turística situada nas proximidades das quedas foi interditada preventivamente no último domingo. Além disso, parte das grades de proteção da estrutura foi retirada com o objetivo de facilitar o escoamento da água e minimizar a pressão sobre a construção durante o período de cheia.

As equipes responsáveis pela operação e pela segurança da unidade de conservação informam que a interdição da passarela ocorre de maneira protocolar sempre que o volume de água ultrapassa 8,5 milhões de litros por segundo e apresenta tendência de alta. O monitoramento do Rio Iguaçu é realizado de hora em hora para avaliar os riscos e garantir a integridade dos visitantes.

Outras áreas do Parque Nacional do Iguaçu também sofreram restrições temporárias. Os caminhos do Poço Preto e das Bananeiras, assim como trilhas sujeitas a alagamentos nas proximidades dos rios Iguaçu e São João, foram fechados para evitar acidentes devido ao avanço da água.

Apesar das medidas de precaução em pontos específicos, a visitação pública não foi totalmente interrompida. Os turistas continuam tendo acesso à Trilha das Cataratas e aos mirantes panorâmicos em áreas liberadas, de onde é possível contemplar as quedas d'água de locais autorizados. Os serviços de recepção e alimentação seguem funcionando normalmente.

A reabertura das estruturas fechadas ao público dependerá da diminuição do volume de água do rio e de uma nova avaliação técnica realizada pelas equipes de monitoramento. Embora o cenário atual seja impressionante para quem visita o parque, a marca registrada nesta semana ainda permanece distante do recorde histórico da unidade, que atingiu cerca de 46 milhões de litros por segundo no ano de 2014.

Fontes consultadas

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