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Celebrações do Día de Muertos atraem turismo e mobilizam comunidades

A tradicional festividade mexicana ganha grande destaque global, impulsionando o turismo na Cidade do México e eventos culturais em diversas cidades.

Por 3 min de leitura

Celebrações do Día de Muertos atraem turismo e mobilizam comunidades
Celebrações do Día de Muertos atraem turismo e mobilizam comunidades

A tradicional celebração do Día de Muertos consolidou-se como um grande atrativo turístico de alcance global na Cidade do México, onde a festividade se estende por um mês devido à forte influência da cultura pop e do turismo internacional. A capital mexicana reúne cerca de cinco mil atividades relacionadas à data e gera uma expressiva movimentação financeira, estimada em até 12 bilhões de pesos. Ruas como o Paseo de la Reforma abrigam marchas, desfiles e altares decorados com flores de cempasúchil e caveiras gigantes.

A festividade, que ocorre tradicionalmente entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, tem raízes nas culturas mesoamericanas, como maias e astecas, e combinou-se posteriormente com o catolicismo colonial. O ponto central da tradição é a montagem de ofrendas ou altares, que levam fotografias de entes queridos falecidos, alimentos, velas, água e o tradicional pão de morto. Elementos como as flores de cempasúchil e as caveiras de açúcar desempenham papéis simbólicos para guiar e homenagear as almas que retornam temporariamente.

Especialistas apontam que a data tem sofrido transformações com o passar dos anos. Enquanto historiadores destacam que a figura da Catrina ajudou a frear a disseminação do Halloween no México, acadêmicos alertam para a espetacularização da festa nas grandes metrópoles, voltada majoritariamente para o público estrangeiro em detrimento de práticas comunitárias mais íntimas. Ainda assim, a essência de preservar a memória e manter o vínculo com os antepassados permanece viva nas famílias.

Fora do México, comunidades em diferentes regiões também se organizam para celebrar a data. Em Chicago, bairros como Little Village e Pilsen promovem eventos comerciais e culturais para revitalizar a economia local e fortalecer as tradições herdadas dos pais. Panificadoras tradicionais trabalham em capacidade máxima para atender à alta demanda pelo pão de morto, reforçando a transmissão cultural entre gerações de imigrantes e descendentes.

Na região central da Califórnia, dezenas de cidades realizam programação especial com feiras comunitárias, exibições artísticas, exibições do filme Coco e concursos de fantasias e altares. Iniciativas semelhantes ocorrem em centros culturais e espaços públicos, permitindo que moradores locais e visitantes participem ativamente da construção de altares coletivos e de homenagens aos que já partiram.

A forma de lidar com o fim da vida varia profundamente ao redor do mundo, abrangendo desde rituais coletivos e coloridos até cerimônias espirituais específicas. Enquanto o Día de Muertos enxerga a morte como uma continuidade da existência e uma oportunidade de reencontro festivo, o conjunto dessas tradições globais reflete a necessidade universal humana de honrar a memória dos entes queridos e dar significado à perda.

Fontes consultadas

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