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Hopi Hari registra crescimento de público e encerra temporada de terror

Parque temático de Vinhedo teve alta de visitantes em 2025 e concluiu capacitação artística para o elenco da Hora do Horror.

Por 3 min de leitura

Hopi Hari registra crescimento de público e encerra temporada de terror
Hopi Hari registra crescimento de público e encerra temporada de terror

O parque temático Hopi Hari, localizado em Vinhedo, no interior paulista, registrou um público de 1,45 milhão de visitantes em 2025, o que representa um crescimento de 11,9% em relação ao período anterior. O desempenho colocou o empreendimento na quarta posição entre os parques temáticos mais visitados da América Latina e do Caribe, de acordo com o relatório anual da Themed Entertainment Association (TEA).

O reflexo desse momento de destaque também marcou a reta final da temporada tradicional da Hora do Horror, que encerrou as suas atividades em 9 de novembro. A edição deste ano, intitulada “N3KRON: O Protocolo”, utilizou a inteligência artificial como eixo temático central para compor cenários de suspense e explorar os limites entre o controle humano e os sistemas tecnológicos.

Para sustentar a intensidade das apresentações diárias do evento de terror, mais de 140 artistas que compõem o elenco do parque passaram recentemente por uma capacitação intensiva de 16 horas. A iniciativa foi promovida pelo programa CULTSP PRO, vinculado à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com foco no aprimoramento da expressão vocal e corporal.

As oficinas práticas foram conduzidas pelo ator, cantor e bailarino Sandro Conte, com passagens por grandes produções de teatro musical. O treinamento abordou técnicas de respiração diafragmática, higiene vocal e projeção sonora, além de métodos de postura, movimentação cênica e prevenção de desgaste físico para mitigar problemas comuns como a rouquidão e a fadiga decorrentes da alta carga horária.

Membros do elenco destacaram os ganhos práticos da parceria institucional. O ator Marlon Rafael de Oliveira, conhecido como Marlon Bandarz, com três décadas de carreira, pontuou que a vivência colabora diretamente na construção e na sustentação da atenção do público. Já a estreante Geovana Capovilla relatou que os laboratórios forneceram ferramentas fundamentais para dosar a energia nas apresentações contínuas.

Do ponto de vista gerencial, Eduardo Robadel, responsável pelo showrunning e pela implantação do espetáculo, confirmou os reflexos positivos no rendimento artístico e na composição das criaturas representadas. A diretora do CULTSP PRO, Raquel Verdenacci, enfatizou que o projeto busca conectar a formação profissional às demandas do mercado de trabalho e ampliar a capilaridade da iniciativa pública no estado.

No cenário corporativo mais amplo, o Hopi Hari foi recentemente adquirido pelo Brooklyn International Group, que planeja novos investimentos para o futuro do parque. A estratégia acompanha o movimento de expansão do setor de entretenimento temático e aquático na região, que mantém o Brasil como o principal mercado latino-americano no ranking global de entretenimento.

Fontes consultadas

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