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Política

Celular de Vorcaro não registra patrocínio para filme de Lula

Autoridades e investigados divergem sobre supostos repasses de recursos para produções audiovisuais.

Por 2 min de leitura

Celular de Vorcaro não registra patrocínio para filme de Lula
Celular de Vorcaro não registra patrocínio para filme de Lula

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República informaram nesta sexta-feira que o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, não prestou depoimento relatando financiamento para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações foram divulgadas após a publicação de uma reportagem pela revista Veja, que apontava um suposto pagamento de R$ 30 milhões ao Instituto Lula em troca de acesso a fundos de pensão.

De acordo com a PGR, não houve depoimento oral de Vorcaro nas tratativas de colaboração premiada, pois a proposta apresentada pela defesa foi rejeitada por não preencher os requisitos legais. A corporação policial reforçou que o investigado tampouco entregou documentos ou anexos com o conteúdo descrito pela publicação jornalística.

A reportagem da revista apresentou um áudio atribuído a Vorcaro no qual o ex-banqueiro menciona um pagamento por fora para o filme do petista, contrastando com o patrocínio regular obtido para a produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A defesa de Vorcaro, no entanto, declarou não reconhecer a origem e a integridade do material de áudio divulgado.

Mensagens extraídas do celular do fundador do Master revelam apenas uma menção informal ao cineasta Oliver Stone em outubro de 2022. O advogado Walfrido Warde enviou imagens de sua participação como entrevistado para o documentário e Vorcaro respondeu com uma expressão de aprovação, sem menção a transações financeiras nas conversas analisadas.

O Instituto Lula e o cineasta Oliver Stone negaram qualquer envolvimento com repasses financeiros de Vorcaro. Em nota oficial, o instituto afirmou que a produção do documentário foi uma iniciativa exclusiva do diretor e que nunca recebeu recursos para a realização da obra audiovisual.

A campanha do presidente Lula classificou as acusações como uma farsa eleitoral sem provas, divulgada a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais. A equipe jurídica anunciou medidas que incluem pedidos de direito de resposta, ação por danos morais, queixa-crime e solicitações de investigação à Polícia Federal.

Por outro lado, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro utilizou o tema durante um evento de campanha no Rio de Janeiro para fazer críticas ao atual presidente. O senador afirmou que as revelações reforçam a diferença de tratamento entre as produções audiovisuais associadas aos dois principais concorrentes ao cargo executivo federal.

Fontes consultadas

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