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Tecnologia

CERN e Mistral AI fecham parceria para criar modelos de inteligência artificial

A iniciativa científica busca desenvolver o primeiro modelo de física de grandes colisões com o apoio de tecnologias avançadas.

Por 3 min de leitura

CERN e Mistral AI fecham parceria para criar modelos de inteligência artificial
CERN e Mistral AI fecham parceria para criar modelos de inteligência artificial

O centro europeu de pesquisa em física CERN e a empresa Mistral AI anunciaram nesta quinta-feira a assinatura de uma declaração de intenções para estabelecer uma parceria estratégica de longo prazo voltada ao desenvolvimento de modelos de fundação para descobertas científicas. O objetivo central da colaboração é a criação do chamado 'Grande Modelo de Física', que deve se tornar o primeiro modelo de fundação voltado para a física de colisores, treinado a partir de bilhões de colisões de partículas simuladas.

Conforme divulgado pelas organizações, a nova ferramenta tem a finalidade de substituir alguns dos algoritmos especializados atualmente utilizados para reconstruir e identificar partículas. O CERN armazena atualmente cerca de um exabyte de dados experimentais obtidos por meio do Grande Colisor de Hadrons e projeta que o volume de colisões cresça dez vezes após a conclusão de sua atual atualização, prevista para ocorrer por volta de 2030.

A chefe de informação do CERN, Enrica Porcari, destacou que a física de alta energia proporciona um ambiente singular para que a inteligência artificial seja desenvolvida e testada com rigor excepcional. Embora cronograma e orçamento não tenham sido revelados pelas partes envolvidas, ambas ressaltam que os modelos construídos poderão ser aplicados futuramente a outras áreas da ciência.

O avanço da inteligência artificial também tem mobilizado o setor de investimentos corporativos e o mercado financeiro global. Recentemente, a recém-criada firma de private equity Aldaron concluiu a captação de seu fundo inicial com aproximadamente 885 milhões de dólares em compromissos, elevando seus ativos sob gestão para quase 1 bilhão de dólares. A empresa tem como estratégia aplicar inteligência artificial para impulsionar receitas em companhias do seu portfólio, priorizando a aceleração operacional e a expansão de negócios em vez de cortes de pessoal.

No mercado acionário, contudo, a euforia em torno da infraestrutura necessária para suportar o desenvolvimento da inteligência artificial tem gerado preocupações entre investidores. Ações de empresas de tecnologia ligadas ao setor de nuvem, como a CoreWeave, registraram quedas recentes devido ao receio de endividamento excessivo para financiar a expansão tecnológica. Na CoreWeave, os papéis recuaram pela segunda sessão consecutiva.

No sistema financeiro, executivos avaliam os impactos econômicos decorrentes da forte demanda por financiamentos associada à expansão da inteligência artificial. O CEO do BNY, Robin Vince, afirmou que a recente alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos reflete, em parte, a robustez da economia dos Estados Unidos, embora reconheça que o aumento na emissão de dívida para custear a construção de infraestrutura voltada à tecnologia gere pressões adicionais sobre o mercado de capitais.

Fontes consultadas

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