Pular para o conteúdo
Tecnologia

China rejeita acusações de espionagem contra CEO da Nvidia

Governo chinês classificou como especulações infundadas os relatos de que uma executiva ligada a Singapura repassava informações a Pequim.

Por 3 min de leitura

China rejeita acusações de espionagem contra CEO da Nvidia
China rejeita acusações de espionagem contra CEO da Nvidia

O governo da China rejeitou nesta sexta-feira (30) as acusações de que teria espionado Jensen Huang, diretor-executivo da fabricante americana de chips Nvidia. A manifestação ocorreu após a divulgação de uma reportagem do jornal The New York Times, publicada na quinta-feira (29), que apontava suspeitas de inteligência dos Estados Unidos sobre o suposto repasse de dados e o envio de semicondutores ao território chinês.

Segundo o jornal americano, autoridades de inteligência concluíram que uma executiva identificada como Alice Huang — também conhecida como Huang Le e sem parentesco com o chefe da Nvidia — mantinha uma relação próxima com o executivo. A profissional atuava em Singapura por meio de uma empresa de centros de dados chamada Megaspeed, sob a suspeita de enviar informações comerciais e de encaminhar chips avançados para Pequim.

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, negou veementemente as alegações. "O relatório em questão é baseado em especulações infundadas e não passa de uma tentativa de difamar a China", declarou o representante oficial, ecoando posicionamentos anteriores da embaixada do país em Washington.

O caso ocorre em meio a uma intensa disputa geopolítica e tecnológica entre Washington e Pequim. Os Estados Unidos mantêm rigorosas restrições à exportação de chips de última geração para a China, componentes fundamentais para o treinamento e a operação de modelos avançados de inteligência artificial, setor que alçou a Nvidia ao posto de uma das empresas mais valiosas do mundo.

A Nvidia, por sua vez, defendeu-se das acusações ao afirmar que a Megaspeed operava como um cliente regional comum de serviços em nuvem. Um porta-voz da companhia declarou que as interações entre Jensen Huang e a executiva não eram incomuns nem inesperadas, ressaltando que os dados fornecidos tratavam-se de informações comerciais corriqueiras, sem qualquer relação com segredos industriais sensíveis ou com a segurança nacional.

A empresa de semicondutores também pontuou que suspeitas anteriores de contrabando de chips por parte da firma de Singapura foram investigadas e desacreditadas no ano passado. Enquanto fontes jornalísticas indicavam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria sido alertado sobre o monitoramento há cerca de um ano sem adotar medidas imediatas, agências federais americanas como a CIA, a Casa Branca e a NSA optaram por não comentar o assunto.

Tentativas de contato com a Megaspeed revelaram divergências sobre a atividade da empresa, visto que o número de telefone registrado em seu site foi atendido por uma pessoa que alegou desconhecer a corporação e tratá-lo como uma linha residencial. Enquanto isso, investigações internas e o monitoramento por parte dos serviços de inteligência continuam a acompanhar os desdobramentos do caso no cenário internacional.

Fontes consultadas

Leia também