Chuva de meteoros Orionídeas atinge o pico nesta quarta-feira
Fenômeno astronômico provocado por detritos do cometa Halley poderá ser observado a olho nu em todo o território brasileiro.
Os moradores de todas as regiões do Brasil poderão acompanhar na madrugada desta quarta-feira o ápice da chuva de meteoros Orionídeas. O fenômeno astronômico, gerado por fragmentos deixados pelo cometa Halley, tem estimativa de registrar 20 ou mais rastros luminosos por hora sob condições ideais, conforme projeções da International Meteor Organization.
De acordo com o Observatório Nacional, o período mais propício para a visualização ocorre na segunda metade da madrugada, especificamente entre 1h40 e o amanhecer. Nesse intervalo, a Lua em fase crescente, com cerca de 77% de sua superfície iluminada, já terá se posto, garantindo um céu mais escuro e condições favoráveis para o espetáculo celeste.
O astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, destaca que todo o país possui visibilidade favorável, embora as regiões Norte e Nordeste contem com uma leve vantagem geográfica. Nesses locais, a constelação de Órion, ponto de origem aparente dos meteoros, alcança posições mais elevadas na abóbada celeste.
As partículas responsáveis pela chuva entram na atmosfera terrestre a velocidades que podem atingir cerca de 66 quilômetros por segundo. Devido a essa alta velocidade, os fragmentos sofrem forte aquecimento, gerando traços brilhantes e rápidos que caracterizam as chamadas estrelas cadentes, podendo deixar rastros persistentes ou bólidos luminosos.
Para observar o fenômeno, não é necessário o uso de telescópios, binóculos ou equipamentos especiais, pois a visualização ocorre a olho nu. No entanto, especialistas recomendam que os observadores busquem locais afastados da poluição luminosa dos grandes centros urbanos, com pouca interferência de luz artificial e horizonte desimpedido.
No Hemisfério Sul, a orientação principal é direcionar o olhar para o setor nordeste do céu, mantendo o campo de visão ligeiramente deslocado da constelação de Órion para capturar rastros mais longos. A confirmação de um céu limpo, sem cobertura de nuvens, é considerada um fator determinante para o sucesso da observação.
Além do apelo visual, o monitoramento das chuvas de meteoros possui relevância científica. Os dados coletados ajudam a compreender a formação do Sistema Solar e fornecem informações sobre as características dos cometas, permitindo que registros de bólidos mais brilhantes sejam enviados para plataformas de ciência cidadã voltadas ao estudo orbital.
Fontes consultadas
- Chuva de meteoros poderá ser vista no céu do MA nesta quarta (21) | G1 g1.globo.com
- Chuva de meteoros Orionídeas ilumina o céu nesta semana gov.br
- Que horas começa a chuva de meteoros Orionídeas? Veja o melhor horário para observar o fenômeno exame.com
- Chuva de meteoros Orionídeas pode gerar 20 rastros luminosos por hora e atinge pico nesta quarta (21); saiba onde olhar e qual é o melhor horário ndmais.com.br
- Chuva de meteoros poderá ser vista em todo o Brasil na noite desta quarta-feira | CNN Brasil cnnbrasil.com.br