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Política

Cientista político aponta Flávio Bolsonaro como favorito vulnerável

Avaliação de Antonio Lavareda destaca que a reação da campanha de Lula nas ruas e redes sociais estreitou a disputa presidencial no segundo turno.

Por 3 min de leitura

Cientista político aponta Flávio Bolsonaro como favorito vulnerável
Cientista político aponta Flávio Bolsonaro como favorito vulnerável

O cientista político Antonio Lavareda avaliou que o senador Flávio Bolsonaro deixou de ser considerado um favorito absoluto e passou a ocupar a condição de favorito vulnerável na disputa do segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o especialista, o cenário foi alterado após uma reação da campanha petista tanto nas ruas quanto nas plataformas digitais.

No início da nova fase do pleito, as projeções indicavam chances estimadas em torno de 70% para Flávio e 30% para Lula. Contudo, levantamentos recentes demonstraram uma aproximação expressiva entre os concorrentes. A pesquisa Nexus apontou uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual na intenção de voto estimulada, além de um empate numérico na modalidade espontânea, com 44,5% para cada candidato.

Por sua vez, um levantamento realizado em parceria pelo Ipespe e pela Abrapel indicou Flávio com 51,2% dos votos válidos contra 48,8% de Lula, configurando uma vantagem de 2,4 pontos percentuais. No entanto, o trabalho de campo dessa pesquisa foi encerrado antes de eventos cruciais da reta final, como as entrevistas dos candidatos, as mobilizações de rua e o debate televisivo.

Lavareda destacou que a campanha de Lula surpreendeu ao avançar em duas frentes principais. Nas redes sociais, onde historicamente registrava déficit de engajamento, o grupo passou a acumular interações e registrou mais de cinco milhões de inscritos no canal de WhatsApp conhecido como "exército do Lula". Além disso, atos presenciais reuniram centenas de milhares de pessoas em dezenas de cidades brasileiras durante os fins de semana.

Apesar da perda de ímpeto na vantagem inicial, o cientista político ressalta que Flávio Bolsonaro ainda preserva importantes vantagens estruturais para a votação. O senador terminou o primeiro turno na liderança e conta com um eleitorado que apresenta maior disposição para comparecer às urnas, o que obriga a campanha adversária a atenuar os índices de abstenção, concentrados sobretudo na base da pirâmide social.

Em relação ao debate televisivo realizado no domingo, Lavareda evitou apontar um vencedor antes da divulgação de novas pesquisas quantitativas e qualitativas. Contudo, criticou duramente o nível do confronto ao afirmar que o público saiu prejudicado pelo espetáculo. Na visão do especialista, o embate se assemelhou a uma rinha de galo e não ofereceu esclarecimentos consistentes sobre propostas e políticas públicas.

A reta final da corrida presidencial também coloca a rejeição no centro das atenções, com os analistas monitorando o comportamento de eleitores indecisos e o impacto de dúvidas sobre programas sociais. Com a proximidade do pleito, o cenário permanece em aberto, exigindo o monitoramento contínuo dos efeitos das últimas mobilizações e debates.

Fontes consultadas

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