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Clima

Concentração de gases de efeito estufa atinge recorde em 2025

Relatório da Organização Meteorológica Mundial aponta marcas históricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera.

Por 2 min de leitura

Concentração de gases de efeito estufa atinge recorde em 2025
Concentração de gases de efeito estufa atinge recorde em 2025

A concentração de gases de efeito estufa na atmosfera atingiu novos recordes em 2025, impulsionada pela queima contínua de combustíveis fósseis e por atividades industriais e agrícolas. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (27) pela Organização Meteorológica Mundial, agência vinculada à Organização das Nações Unidas, durante a publicação de seu boletim anual.

Segundo o levantamento, a concentração média global de dióxido de carbono alcançou 426,8 partes por milhão no período, o que representa um acréscimo de 2,8 partes por milhão em relação ao ano anterior. Esse volume equivale a 153% dos níveis registrados em 1750, no período anterior ao processo de industrialização.

Outros gases fundamentais para a retenção de calor também registraram máximas históricas. O metano chegou a 1.948 partes por bilhão, refletindo patamares que alcançam 267% da era pré-industrial, enquanto o óxido nitroso atingiu 339,1 partes por bilhão, marcando um crescimento expressivo em relação às referências históricas.

Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos apontam que o forçamento radiativo provocado pelo conjunto de gases de longa duração aumentou 56% entre 1990 e 2025. O dióxido de carbono responde sozinho por aproximadamente 81% dessa elevação na retenção de calor.

Especialistas da entidade internacional ressaltam que cerca de metade do carbono emitido anualmente permanece na atmosfera, enquanto o restante é absorvido por oceanos e ecossistemas terrestres. O crescimento mais moderado observado entre 2024 e 2025 decorre da recuperação parcial da vegetação e da redução de incêndios florestais após o fim do forte El Niño anterior.

Apesar dessa trégua momentânea, a agência meteorológica alerta que a concentração continuará crescendo em 2026. A previsão de um novo El Niño intenso e o uso persistente de matrizes fósseis ameaçam enfraquecer a capacidade dos sumidouros naturais de absorver os poluentes, intensificando eventos climáticos extremos em todo o planeta.

Fontes consultadas

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