Anistia Internacional prepara denúncia contra Javier Milei na ONU
A entidade internacional acusa o governo argentino de promover perseguição sistemática e ataques recorrentes contra jornalistas e críticos.
A Anistia Internacional anunciou que irá formalizar uma denúncia contra o governo do presidente da Argentina, Javier Milei, junto à Organização das Nações Unidas (ONU). A acusação fundamenta-se em episódios recentes de ataques e intimidações direcionados a profissionais da imprensa e opositores políticos no país sul-americano.
De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos, a gestão de Milei tem adotado uma postura hostil contra a liberdade de expressão. Relatórios preliminares apontam que jornalistas que cobrem o atual governo enfrentam campanhas de difamação sistemáticas, além de restrições no exercício de suas atividades profissionais.
A decisão de levar o caso aos órgãos internacionais ocorre após o acirramento das tensões entre a administração argentina e veículos de comunicação independentes. Entidades locais e internacionais têm demonstrado profunda preocupação com o clima de hostilidade institucional gerado pela retórica oficial.
Especialistas em direitos humanos destacam que a liberdade de imprensa é um pilar fundamental para a sustentação democrática. Para a Anistia Internacional, a escalada de agressões verbais e medidas restritivas por parte de altas autoridades do Estado configura uma violação direta aos tratados internacionais assinados pela Argentina.
Até o momento, a administração de Javier Milei não se pronunciou oficialmente sobre o teor específico da denúncia que será apresentada à ONU. Analistas políticos locais avaliam que a iniciativa poderá intensificar o isolamento diplomático do governo argentino em fóruns multilaterais de direitos humanos.
A previsão é que o dossiê completo, contendo registros de casos e depoimentos de profissionais afetados, seja protocolado nas próximas semanas em Genebra. A expectativa das entidades é de que organismos internacionais de proteção à imprensa exijam explicações formais do governo argentino.