Exportações da Argentina atingem recorde em setembro com alta do setor energético
Superávit comercial argentino chega a US$ 2,98 bilhões no mês impulsionado por reformas econômicas e produção em Vaca Muerta.
A Argentina registrou um superávit comercial de 2,98 bilhões de dólares em setembro, impulsionado por exportações que superaram a marca de 10 bilhões de dólares pela primeira vez, segundo dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC). O resultado marcou o trigésimo quarto mês consecutivo de saldo positivo na balança comercial do país sul-americano.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas externas argentinas somaram 77,27 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 21,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, as importações registraram queda de 2,5%, totalizando 56,07 bilhões de dólares. Com isso, o superávit acumulado alcançou 21,2 bilhões de dólares nos primeiros nove meses de 2026.
O principal motor desse desempenho foi o setor de combustíveis e energia, cujas exportações atingiram 1,78 bilhão de dólares em setembro, alta de 89,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o crescimento do setor energético foi de 53,6%.
O presidente Javier Milei atribuiu o avanço histórico do setor às medidas de desregulamentação adotadas por sua administração e ao aumento da produção de petróleo e gás na formação de Vaca Muerta, na Patagônia. De acordo com o governo, a produção diária de petróleo na região mais que dobrou em relação aos anos anteriores, aproximando o país da marca inédita de um milhão de barris diários.
Durante a exibição Argentina Oil & Gas Patagonia 2026, Milei destacou que a remoção de controles de preços do petróleo bruto no mercado doméstico foi uma das primeiras ações de seu mandato para estimular os investimentos e a expansão energética. Especialistas apontam que o cenário internacional com preços elevados do barril também favoreceu as receitas de exportação.
Enquanto a economia argentina comemora os números do comércio exterior, o cenário político interno sob a gestão de Milei enfrenta impasses legislativos. O oficialismo na Câmara de Deputados decidiu recentemente adiar o debate sobre um projeto de lei relacionado à defesa da soberania sobre as Ilhas Malvinas, após pressões diplomáticas e questionamentos sobre o impacto em empresas estrangeiras.
A proposta do governo pretendia endurecer penas para a exploração ilegal de recursos naturais no Atlântico Sul, mas sofreu resistência de aliados e oposição devido a possíveis conflitos normativos e comerciais com os Estados Unidos, evidenciando os desafios enfrentados pela base governista no Congresso.
Fontes consultadas
- For Lula, Brazil's sovereignty is at stake in final election yahoo.com
- Argentina's exports hit record high in September finance.yahoo.com
- El mileísmo retrasa el proyecto sobre Malvinas por presión de EE UU y falta de acuerdo con los aliados tiempoar.com.ar
- Trump campaigns in key battleground of North Carolina for 2026 midterms foxnews.com