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Economia

Concursos de cafés especiais destacam produtores em Minas e no Espírito Santo

Competições regionais e nacionais valorizam a qualidade dos grãos e premiam os melhores profissionais da cafeicultura.

Por 2 min de leitura

Concursos de cafés especiais destacam produtores em Minas e no Espírito Santo
Concursos de cafés especiais destacam produtores em Minas e no Espírito Santo

O mercado de cafés especiais brasileiro registrou uma série de premiações e avanços importantes para os produtores e torrefações em diferentes regiões do país. Em Minas Gerais e no Espírito Santo, concursos municipais e regionais celebraram a excelência na produção e na torra dos grãos, destacando o esforço de agricultores familiares e novos empreendedores do setor.

No Espírito Santo, a VII Mostra de Cafés Especiais de Guaçuí premiou no sábado (17) os melhores produtores locais. O primeiro lugar ficou com o cafeicultor Bernardo Nasser Lamas, que superou as dificuldades climáticas enfrentadas em 2026 e a eliminação sofrida na edição anterior do evento. A competição também premiou agricultores assentados e revelou histórias de superação na agricultura familiar do município.

O extensionista do Incaper Maxwel Assis de Souza destacou que o ano foi bastante desafiador para a produção de cafés especiais devido a fatores climáticos relacionados à umidade e ao tamanho dos grãos. Mesmo assim, os produtores locais mantiveram o engajamento e contaram com o apoio de instituições como a Associação de Produtores Rurais Unidos de Guaçuí (Aprug), que assumiu a organização do evento.

Enquanto isso, o setor de torrefação também mobilizou empresas de todo o país com a definição das 20 finalistas do prêmio Torrefação do Ano Brasil 2026. A competição reuniu 161 instituições e terá sua etapa decisiva entre 11 e 13 de novembro durante a Semana Internacional do Café (SIC), realizada no Expominas, em Belo Horizonte.

Entre as finalistas está a Currys Coffee & Cakes, única representante de Santa Catarina na disputa, além da Deslim Cafés, de Brasília, que chegou à final com apenas três meses de atuação no mercado. O desafio envolveu a torra de dois cafés crus provenientes da Fazenda Paraíso, no Caparaó mineiro, exigindo ajustes de parâmetros para valorizar os métodos natural e cereja descascado.

Johann Emmerick, diretor da premiação, explicou que os jurados avaliaram tanto a qualidade na xícara quanto a precisão na descrição sensorial apresentada por cada torrefação. Na fase final em Belo Horizonte, as empresas enfrentarão um desafio adicional com o preparo de um blend avaliado no método espresso.

No cenário econômico, o mercado agrícola mineiro também apresentou movimentações recentes nas cotações. Segundo dados da BBM divulgados no final de outubro, o café registrou alta na média diária e avançou em Guaxupé, refletindo um movimento de recuperação no curto prazo após enfrentar oscilações nos últimos meses.

Fontes consultadas

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