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Conselheiro do Palmeiras é suspenso após bate-boca com Leila Pereira

O Conselho Deliberativo aprovou o afastamento de José Corona Neto por nove meses após ofensas e discussões acaloradas em reunião interna.

Por 2 min de leitura

Conselheiro do Palmeiras é suspenso após bate-boca com Leila Pereira
Conselheiro do Palmeiras é suspenso após bate-boca com Leila Pereira

O Conselho Deliberativo do Palmeiras aprovou, em reunião realizada na última segunda-feira, a suspensão por nove meses do conselheiro José Corona Neto. A punição disciplinar decorre de um embate verbal ríspido e de uma discussão entre o membro do órgão e a presidente do clube, Leila Pereira, durante um encontro interno ocorrido em dezembro do ano passado.

A decisão do plenário foi formalizada após a análise e aprovação do relatório conclusivo elaborado por uma comissão de sindicância que apurou o caso. A votação registrou 121 votos favoráveis ao afastamento, 42 contrários e 33 abstenções, consolidando a medida punitiva contra o conselheiro.

O atrito teve início quando Corona fez um pronunciamento na tribuna com críticas contundentes à gestão financeira e esportiva da atual administração. Durante a manifestação, o conselheiro classificou a gestão como perdulária e incompetente, além de questionar a capacidade da mandatária ao afirmar que quem não entende de futebol não pode presidir o clube e deve ficar em casa.

O discurso também mirou de forma pessoal o diretor de futebol, Anderson Barros. O dirigente foi chamado de incompetente e alvo de comentários sobre sua forma física e conhecimento da modalidade esportiva, além de acusações sobre supostos valores incorretos em negociações de atletas.

Em resposta imediata aos questionamentos, a presidente Leila Pereira solicitou a palavra e rebateu as declarações na presença dos demais conselheiros. O ambiente escalou para uma troca de ofensas diretas, na qual a mandatária chamou o opositor de covarde, fracassado e desequilibrado, enquanto o conselheiro deixou a sala de reuniões.

A polêmica ultrapassou os muros do clube e ganhou desdobramentos na esfera judicial. Inconformado com as declarações públicas proferidas pela presidente após o incidente, o associado acionou a Justiça comum para tentar responsabilizar civilmente a dirigente.

Para o colegiado, o comportamento apresentado pelo conselheiro violou as regras estatutárias de conduta interna. Com o cumprimento da suspensão, a cúpula alviverde busca estancar os conflitos políticos nos bastidores e preservar a estabilidade institucional durante a reta decisiva das competições da temporada.

Fontes consultadas

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