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Leila Pereira rebate oposição e defende gestão no Palmeiras

Presidente do clube paulista criticou pedidos de afastamento de José Roberto Lamacchia após compra da SAF do Vasco.

Por 3 min de leitura

Leila Pereira rebate oposição e defende gestão no Palmeiras
Leila Pereira rebate oposição e defende gestão no Palmeiras

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, utilizou o evento de lançamento da chapa "Palestra" para o Conselho Deliberativo, realizado na última segunda-feira (5), para rebater críticas da oposição e defender a atuação de sua família no clube. A mandatária manifestou forte descontentamento com as pressões pelo afastamento de seu marido, José Roberto Lamacchia, do quadro de conselheiros da agremiação.

A polêmica ganhou força após a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, filho de José Roberto, vencer o leilão para a aquisição de 90% da SAF do Vasco da Gama. O grupo de oposição "Ocupa Palestra" sustenta que a situação configura um conflito de interesses, argumentando que a condição de conselheiro e avalista de um dirigente não deve se misturar com investimentos em equipes rivais.

Durante seu discurso, Leila Pereira classificou os críticos como uma "meia dúzia de imbecis" e enfatizou que a dedicação dela e de seu marido ao Palmeiras é integral até o fim de seu mandato, em dezembro de 2027. A presidente destacou que o casal investiu mais de R$ 1 bilhão no clube, ressaltando que esses aportes foram fundamentais em momentos de dificuldade financeira enfrentados pela instituição.

"Isso me incomoda muito e me deixa muito chateada, e deixa meu marido muito chateado também. Porque a história que nós construímos no clube, ninguém construiu", afirmou a presidente durante o evento. Ela reforçou que, apesar de suas marcas terem sido expostas, o foco sempre foi a transformação conjunta do Palmeiras, pedindo união aos conselheiros que apoiam sua atual gestão.

A oposição, por sua vez, fundamenta o pedido de desligamento de Lamacchia no estatuto do clube, citando o artigo 33, inciso XIII, que veda a condição de avalista ou financiador de equipe rival para quem exerce mandato no Conselho Deliberativo. O grupo também questionou o uso de benefícios institucionais, como a aeronave da presidente, em contextos que, segundo eles, poderiam favorecer adversários.

A proposta de compra da SAF do Vasco pela empresa de Marcos Lamacchia prevê aportes de R$ 500 milhões entre os anos de 2026 e 2030, estando a operação ainda sujeita a etapas de aprovação interna no clube carioca. O caso também é acompanhado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que analisa a existência de possíveis conflitos de interesses.

Ao comentar sobre o futuro de sua carreira após o término de seu segundo mandato à frente do Palmeiras, Leila Pereira descartou qualquer possibilidade de envolvimento com a gestão do Vasco. A dirigente afirmou que pretende retornar integralmente à administração de suas empresas privadas, atividade da qual se afastou temporariamente para assumir o comando do clube paulista.

Fontes consultadas

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