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Oposição contesta condução de mudanças no Estatuto do Santos

Conselheiros e candidatos à presidência acusam a Mesa do Conselho Deliberativo de descumprir compromissos firmados em ata durante o processo de reforma estatutária.

Por 2 min de leitura

Oposição contesta condução de mudanças no Estatuto do Santos
Oposição contesta condução de mudanças no Estatuto do Santos

O clima político nos bastidores do Santos Futebol Clube atingiu um novo patamar de tensão com as recentes críticas de conselheiros e candidatos à presidência sobre a condução da reforma do Estatuto. O descontentamento central gira em torno da Mesa do Conselho Deliberativo, presidida por Fernando Akaoui, que é acusada de atropelar etapas fundamentais para a aprovação das novas regras internas da agremiação.

A insatisfação ganhou força após a secretaria do Conselho enviar um comunicado aos sócios na última quinta-feira, apresentando o texto do Estatuto como finalizado e agendando a Assembleia Geral para o dia 8 de novembro. O grupo de oposição alega que a medida foi precipitada, uma vez que a proposta final não teria passado pela apreciação completa nem pela votação da redação definitiva dentro do órgão deliberativo.

Um dos pontos de maior divergência refere-se ao compromisso de leitura integral do documento. De acordo com a ata de uma reunião realizada em 18 de maio, o presidente do Conselho Deliberativo teria concordado com a leitura de todas as alterações, incluindo os artigos que não receberam emendas, antes da votação final. O conselheiro José Augusto Faia Conrado, autor da questão de ordem na ocasião, argumentou que a votação em bloco, sem a leitura prévia, impediria o plenário de identificar erros ou alterações indevidas no texto.

Entre as mudanças em pauta que geram maior debate está a ampliação do limite de venda da futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube, que poderia saltar de 49% para 80%. O tema é sensível, dado que o Santos mantém conversas em curso com a empresa norte-americana SDC Sports para a possível venda de sua estrutura de futebol.

Candidatos à presidência do clube, como Maurício Maruca, Ivan Luduvice, José Renato Quaresma e Wladimir Mattos, manifestaram preocupação com o rito adotado. Maruca, por meio de suas redes sociais, chegou a classificar a convocação da Assembleia Geral como um "golpe", evidenciando a profunda divisão política que cerca a administração da Vila Belmiro neste momento de transição institucional.

Procurado para comentar as acusações sobre o descumprimento do acordo de leitura das mudanças estatutárias, o Santos Futebol Clube, por meio de sua assessoria de imprensa, não apresentou um posicionamento oficial até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para que o clube esclareça os procedimentos adotados pela Mesa do Conselho Deliberativo.

Fontes consultadas

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