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Copiloto da Flydubai planejava atentado suicida contra aeroporto em Israel

Investigação da Procuradoria dos Emirados Árabes Unidos aponta que o plano foi inspirado nos ataques de 11 de Setembro.

Por 3 min de leitura

Copiloto da Flydubai planejava atentado suicida contra aeroporto em Israel
Copiloto da Flydubai planejava atentado suicida contra aeroporto em Israel

O copiloto de um voo da companhia aérea Flydubai planejava lançar a aeronave contra o aeroporto internacional de Tel Aviv, em Israel, com o objetivo de provocar um massacre inspirado nos atentados de 11 de Setembro de 2001. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, após a conclusão das investigações preliminares sobre o caso que chocou a aviação civil na região.

O incidente ocorreu em 30 de setembro, durante a viagem da aeronave que fazia o trajeto entre Dubai e Tel Aviv. O copiloto, identificado pelas autoridades como Hammam Al-Hammami e cidadão de Omã, agrediu o comandante na cabine de comando utilizando um machado de emergência. A intenção do agressor era assumir totalmente o controle do avião para executar o ataque suicida contra o terminal aeroportuário ou prédios no centro da cidade israelense.

Durante o voo, que transportava passageiros a bordo, o comandante ferido conseguiu abrir a porta da cabine. Passageiros, membros da tripulação e outros pilotos que viajavam na aeronave intervieram para conter o agressor, em meio a uma despressurização e perda drástica de altitude. Diante da gravidade da situação, o avião realizou um pouso de emergência em segurança na Arábia Saudita, especificamente na região de Tabuk.

Segundo o Ministério Público emiradense, Al-Hammami declarou aos investigadores que agiu de maneira isolada, sem cúmplices ou ligação formal com organizações radicais e governos estrangeiros. No entanto, as autoridades locais ressaltaram que as apurações continuam em andamento para confirmar a veracidade dessa alegação e examinar eventuais conexões internacionais, incluindo passagens do suspeito por instituições de ensino na Austrália entre 2015 e 2017.

Relatos da imprensa internacional apontam que o copiloto atendia a todas as exigências profissionais, possuindo licença válida, certificado de antecedentes limpo e aprovação em testes de segurança da Flydubai. Apesar disso, informações do Wall Street Journal e de autoridades regionais indicam que ele já havia sido impedido de voar pela Oman Air e transferido para cargos administrativos devido a posicionamentos extremistas anteriores.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou publicamente a coragem do comandante e dos passageiros por evitarem uma catástrofe de proporções históricas. O premiê israelense afirmou que o copiloto passou por um processo de doutrinação radical islâmica e ordenou uma revisão rigorosa em relação aos protocolos de segurança de voos civis estrangeiros com destino ao território israelense.

As autoridades de Israel seguem acompanhando o desdobramento das investigações conduzidas nos Emirados Árabes Unidos para esclarecer todas as motivações por trás da tentativa de atentado. O copiloto permanece sob custódia e continuará sendo interrogado pelas autoridades emiradenses.

Fontes consultadas

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