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Coreia do Norte e Sul intensificam corrida por mísseis hipersônicos

Novos testes balísticos e avanços tecnológicos na Península Coreana elevam as tensões regionais e preocupam autoridades internacionais.

Por 2 min de leitura

Coreia do Norte e Sul intensificam corrida por mísseis hipersônicos
Coreia do Norte e Sul intensificam corrida por mísseis hipersônicos

A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira (12) vários mísseis balísticos em direção à costa leste, informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. O lançamento ocorre poucos dias depois de Seul realizar o teste de seu primeiro míssil hipersônico desenvolvido integralmente em território nacional, em meio ao congelamento das negociações diplomáticas na região.

Segundo autoridades militares do Japão e da Coreia do Sul, os projéteis norte-coreanos seguiram trajetórias consideradas irregulares, características associadas a armamentos hipersônicos. O Ministério da Defesa japonês detalhou que ao menos dois mísseis foram identificados com intervalo de minutos, tendo um deles percorrido mais de 900 quilômetros antes de cair fora da zona econômica exclusiva do país.

A tecnologia hipersônica permite que armas viajem a pelo menos cinco vezes a velocidade do som, o equivalente a mais de 6.100 quilômetros por hora. Essa categoria de armamento representa um salto expressivo na capacidade ofensiva por dificultar a detecção e o rastreamento, além de possuir a habilidade de alterar subitamente a trajetória durante o voo.

O avanço tecnológico tem sido impulsionado por ambos os lados na Península Coreana. Enquanto a Coreia do Sul busca fortalecer suas defesas convencionais e capacidades de ataque estratégico, a Coreia do Norte tem intensificado ensaios com artefatos avançados, incluindo sistemas que utilizam inteligência artificial para manobras em baixa altitude.

Especialistas apontam que a busca por armamentos modernos faz parte de uma longa disputa armamentista na região. Chris Green, assessor sênior do International Crisis Group, avalia que o desenvolvimento desses sistemas pelo Norte responde a uma tentativa de buscar predominância em meio a alianças estratégicas e ao isolamento diplomático de Pyongyang.

Por sua vez, o governo sul-coreano e aliados internacionais condenaram os lançamentos recentes, classificando-os como violações de resoluções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O gabinete presidencial em Seul exigiu que o regime norte-coreano cesse imediatamente os testes balísticos que agravam a instabilidade geopolítica no Indo-Pacífico.

As tensões na fronteira intercoreana também se mantêm elevadas devido a incidentes recentes envolvendo explosões de minas terrestres que feriram soldados sul-coreanos, episódio atribuído por Seul a ações de tropas do Norte, que negam a responsabilidade pelas acusações.

Fontes consultadas

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