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Brasil

Corregedoria investiga delegada de SP após apreensão de R$ 2 milhões em pufe

A quantia, que inclui reais, dólares e euros, foi localizada na casa da irmã da policial em Santo André.

Por 3 min de leitura

Corregedoria investiga delegada de SP após apreensão de R$ 2 milhões em pufe
Corregedoria investiga delegada de SP após apreensão de R$ 2 milhões em pufe

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar a origem de quase R$ 2 milhões em espécie encontrados no interior de um pufe na residência da irmã da delegada Maria Aparecida Rezende Corsato. A ação ocorreu no último sábado em Santo André, na região metropolitana paulista, após a moradora acionar a Polícia Militar ao descobrir o compartimento oculto no móvel.

De acordo com os registros oficiais, a contagem detalhada do montante revelou R$ 1.246.150 em moeda nacional, além de 120 mil dólares e cerca de 12,7 mil euros. Os agentes policiais que atenderam à ocorrência também recolheram 15 anotações em papel contendo registros sobre movimentações de valores, material que passará por perícia técnica junto aos recursos financeiros apreendidos.

O caso foi registrado formalmente como lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que todos os valores recolhidos foram encaminhados para depósito judicial, enquanto os procedimentos administrativos e criminais seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.

Segundo os relatos anexados ao boletim de ocorrência, o móvel havia sido deixado no imóvel em 30 de setembro. A irmã da delegada relatou às autoridades que abriu o compartimento do assento e decidiu acionar a polícia após um desentendimento familiar. A defesa da delegada, por sua vez, alegou que a familiar tinha conhecimento prévio do dinheiro e agiu motivada por conflitos pessoais.

Em manifestações públicas nas redes sociais e por meio de notas oficiais, Maria Corsato afirmou que a quantia milionária é fruto de uma herança familiar que ainda aguarda partilha oficial. O advogado da policial declarou que o dinheiro foi encontrado inicialmente na residência de uma tia e que a família discutia formas de regularizar os valores, ressaltando que manter dinheiro em espécie não constitui crime.

O advogado de defesa também sustentou que não havia qualquer ordem de busca e apreensão contra a delegada no período em que o móvel foi entregue à irmã. A policial atribuiu a denúncia a desentendimentos e a supostos problemas emocionais da familiar, afirmando que seus representantes legais estão prestando todos os esclarecimentos necessários à Corregedoria.

Atualmente lotada no 27º Distrito Policial, na zona sul da capital paulista, Maria Corsato já esteve sob escrutínio da Corregedoria em investigações anteriores e concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nas eleições recentes, ficando na suplência. Até o registro inicial da ocorrência policial, a delegada não havia sido localizada pelas equipes para prestar depoimento direto.

Fontes consultadas

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