Crianças e adolescentes acumulam R$ 3,5 bilhões na bolsa brasileira
Levantamento da B3 aponta que mais de 60 mil menores de idade possuem investimentos em renda variável no país.
Mais de 60 mil crianças e adolescentes de até 17 anos possuem aproximadamente R$ 3,5 bilhões aplicados em renda variável na bolsa brasileira, de acordo com dados divulgados pela B3. O montante reflete uma busca crescente de famílias pelo planejamento financeiro de longo prazo e pela educação dos filhos no mercado de capitais.
A quantidade de investidores nessa faixa etária apresentou expansão em relação ao final de 2022, registrando um aumento de 58%. No entanto, uma das fontes aponta que esse crescimento ocorreu em um período de cinco anos, evidenciando divergências pontuais nos prazos divulgados pelas referidas pesquisas do setor.
As carteiras dos menores de idade reúnem diferentes tipos de ativos, com forte presença de ações e fundos imobiliários. Cerca de 46 mil jovens possuem ações de empresas, enquanto aproximadamente 31,5 mil aplicam em fundos imobiliários, além de investimentos em ETFs e BDRs.
O levantamento também aponta mudanças no perfil de gênero dos investidores mirins. O número de meninas cadastradas avançou 72%, passando para 24,5 mil, enquanto a base de meninos cresceu 50%, atingindo 36,3 mil participantes. Com essa alta, as meninas já representam quatro em cada dez investidores com menos de 18 anos.
Em relação à distribuição geográfica, o estado de São Paulo lidera o ranking com a maior concentração de CPFs infantis e juvenis, somando 21,8 mil registros. Na sequência aparecem os estados do Rio de Janeiro, com 5,6 mil, e Minas Gerais, com 5,3 mil investidores.
Além da renda variável, títulos públicos voltados para objetivos específicos ganharam espaço nas aplicações de crianças e adolescentes. O Tesouro EducA+, focado na formação de reservas para estudos, conta com 12,9 mil investidores de até 17 anos e saldo mediano de R$ 2,5 mil. Já o Tesouro RendA+, voltado à construção de renda complementar, reúne 6,7 mil jovens com saldo mediano de R$ 3,12 mil.
Especialistas destacam que o principal aliado dessas estratégias de acumulação de patrimônio é o fator tempo, potencializado pelos juros compostos. Contudo, analistas ponderam que o acesso a produtos financeiros deve vir acompanhado de conversas cotidianas sobre o uso consciente do dinheiro, visando desenvolver a autonomia financeira dos jovens para a vida adulta.
Fontes consultadas
- Dia das Crianças: jovens têm R$ 3,5 bilhões na bolsa suno.com.br
- Crianças e adolescentes já investem R$ 3,5 bilhões em ações, FIIs e ETFs no Brasil investnews.com.br
- Como famílias brasileiras estão investindo no futuro dos filhos valorinveste.globo.com