Crise econômica e bloqueio afetam forças de segurança e milícias no Oriente Médio
Sanções e bloqueio naval dos Estados Unidos provocam falta de pagamentos a tropas e grupos aliados no Irã, agravando instabilidade regional.
O regime iraniano enfrenta uma grave escassez de recursos financeiros devido ao rigoroso bloqueio econômico e naval imposto pelos Estados Unidos, o que tem impedido o pagamento de salários a tropas regulares e a grupos armados aliados em toda a região. De acordo com informações divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos, a retenção de receitas provenientes do petróleo e o congelamento de ativos digitais abalaram a economia do país, gerando reflexos diretos nos setores de segurança e energia.
O almirante Brad Cooper informou que o bloqueio impediu a exportação de pelo menos 25 bilhões de dólares em petróleo bruto e resultou no congelamento de aproximadamente 350 milhões de dólares em criptoativos. Com a retração drástica nas receitas, o governo iraniano deixou de quitar salários, pensões e benefícios de trabalhadores da manufatura, construção, energia e de órgãos de segurança, incluindo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.
A escassez de dinheiro chegou a afetar forças paramilitares na região. Segundo o Comando Central norte-americano, grupos de milícias alinhados ao Irã têm retido pagamentos aos seus próprios combatentes para tentar redirecionar verbas à Guarda Revolucionária, que também enfrenta dificuldades para remunerar seus efetivos. A situação de desespero financeiro coincide com o aumento de ataques de forças iranianas a navios comerciais no Golfo Pérsico.
Enquanto isso, a inflação no país aproxima-se dos 90%, corroendo os rendimentos da população e forçando cidadãos a recorrerem a parcelamentos para adquirir itens básicos de sobrevivência, como alimentos. A imprensa local relatou protestos recentes de funcionários públicos aposentados devido ao não pagamento integral de suas aposentadorias, além de demissões voluntárias em massa nos setores público e privado motivadas por salários insuficientes.
A incapacidade de remunerar as forças de segurança ocorre em um momento crítico, marcado por maior agressividade militar no Estreito de Hormuz e pelo aumento da instabilidade interna. No sudeste iraniano, províncias como Sistan e Baluchestan registraram o recrudescimento de confrontos com militantes separatistas, resultando na morte de membros das forças de segurança, incluindo policiais, combatentes de milícias Basij e comandantes de alta patente.
No âmbito diplomático e militar, o ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o Estreito de Hormuz poderá ser reaberto caso os Estados Unidos cumpram as condições estabelecidas em uma proposta de cessar-fogo apresentada anteriormente. As exigências incluem o fim do bloqueio naval aos portos iranianos, a suspensão de sanções sobre o petróleo do país e a efetivação de um cessar-fogo em múltiplas frentes.
Fontes consultadas
- Iran is running out of money and can't even pay its troops as U.S. blockade chokes the economy, Central Command says, while domestic unrest grows | Fortune fortune.com
- Iran says offer, conditions to reopen Strait of Hormuz still on yahoo.com
- French newspaper rips Macron after riots erupt across France: ‘Indelible stain’ foxnews.com
- Living History Park gives visitors a look at the mid-1700s wrdw.com
- OPINION | ED BETHUNE: Time for deus ex machina? | Arkansas Democrat Gazette arkansasonline.com