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Política

Críticas apontam influência política nos hospitais federais do Rio

Gestores e autoridades relatam irregularidades administrativas e superpreços na rede pública durante a pandemia.

Por 2 min de leitura

Críticas apontam influência política nos hospitais federais do Rio
Críticas apontam influência política nos hospitais federais do Rio

Entre os anos de 2019 e 2022, gestores hospitalares, parlamentares e órgãos de controle apontaram uma forte influência política na administração dos seis hospitais federais localizados na cidade do Rio de Janeiro. A atuação nos bastidores dessas unidades de saúde veio à tona em meio a denúncias de esquemas de corrupção e desmonte da rede pública durante o período crítico da pandemia de Covid-19.

O deputado federal Otoni de Paula acusou o senador Flávio Bolsonaro de liderar um esquema de corrupção que determinava a ocupação de cargos e a escolha de empresas participantes de licitações. A acusação foi reforçada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que qualificou o parlamentar como o responsável pelas indicações de diretores e pelas decisões contratuais na rede federal fluminense.

Documentos e depoimentos obtidos revelam que a precariedade no funcionamento dos hospitais convivia com contratos superfaturados e concentração de recursos em despesas de custeio administrativo. O relatório final da CPI da Covid apontou que cerca de trinta por cento dos leitos clínicos e de UTI permaneceram fechados por falta de profissionais de saúde, agravando o atendimento à população.

Auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União e pela Controladoria-Geral da União identificaram sobrepreços expressivos em pregões eletrônicos para aquisição de insumos cirúrgicos e medicamentos para pacientes com câncer. Além disso, investigações apontaram falhas contratuais que favoreceram empresas prestadoras de serviços de apoio e lavanderia na capital.

A rede federal do Rio de Janeiro, que conta com unidades como os hospitais do Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, da Lagoa e dos Servidores, enfrentou problemas graves de infraestrutura, incluindo andares inteiros bloqueados, alas trancadas e paralisação de obras.

Diante do cenário de crise sanitária e administrativa, parlamentares e órgãos de fiscalização continuam a apurar as responsabilidades pelas irregularidades na gestão dos recursos destinados à saúde pública federal no estado durante o enfrentamento da crise epidemiológica.

Fontes consultadas

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