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Saúde

Rio de Janeiro registra alta de casos de Mpox e falta de vacinas

Autoridades de saúde investigam novas ocorrências e mortes suspeitas enquanto enfrentam a escassez de imunizantes na rede pública.

Por 2 min de leitura

Rio de Janeiro registra alta de casos de Mpox e falta de vacinas
Rio de Janeiro registra alta de casos de Mpox e falta de vacinas

O estado e a cidade do Rio de Janeiro enfrentam um aumento expressivo no número de diagnósticos de Mpox, gerando preocupação entre médicos e autoridades sanitárias. Especialistas apontam que a alta é impulsionada principalmente pelos meses de setembro e outubro, período que concentrou dezenas de novas infecções e superou os registros totais do ano anterior. O cenário levou a prefeitura a investigar também um novo óbito suspeito decorrente da doença.

Apesar da circulação de novos subtipos do vírus e do crescimento dos registros, a vacinação enfrenta desafios operacionais devido à escassez de doses no Sistema Único de Saúde. O imunizante MVA-BN, composto por vírus vivo enfraquecido e administrado em duas aplicações com intervalo de 28 dias, apresenta disponibilidade limitada nas unidades de saúde, o que dificulta a proteção dos grupos mais vulneráveis.

O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de saúde, destacou nas redes sociais a gravidade da situação atual e a urgência de ampliar a cobertura vacinal. Atualmente, a estratégia oficial do Ministério da Saúde direciona as doses disponíveis apenas para públicos específicos, como profissionais de laboratório que lidam com o vírus, pessoas que tiveram contato de alto risco com infectados e indivíduos vivendo com HIV em condições de imunossupressão.

A médica infectologista Marcia Rachid alertou que a Mpox representa um risco severo para pacientes com imunidade comprometida, podendo desencadear complicações graves e até óbitos. A especialista reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso e diagnóstico precoce, que é realizado de forma laboratorial por meio de testes de PCR coletados diretamente das lesões cutâneas.

A transmissão da doença ocorre principalmente por contato direto com as feridas na pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores no corpo, calafrios, fadiga e o inchaço dos gânglios linfáticos, seguidos pelo surgimento de erupções cutâneas que evoluem para bolhas e crostas.

As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa com suspeita de infecção procure imediatamente atendimento médico e evite o contato físico próximo até a cicatrização completa de todas as lesões. Instituições como o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, e o Needier, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, funcionam como referências para o monitoramento e suporte aos pacientes afetados no estado.

Fontes consultadas

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