Grande ABC registra seis casos de mpox em 2026
Santo André confirmou o quarto caso da doença na região, que não contabiliza mortes neste ano.
A região do Grande ABC alcançou a marca de seis casos confirmados de mpox em 2026, após a confirmação de uma nova ocorrência em Santo André. Os dados foram repassados pelo Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (Nies), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, que aponta ausência de óbitos decorrentes da infecção na área ao longo deste ano.
O caso mais recente na região envolve uma mulher de 34 anos residente em Santo André. De acordo com a administração municipal, a paciente apresenta sintomas leves, passa bem e segue em isolamento e monitoramento domiciliar estrito sob os cuidados da equipe de saúde local.
Com este novo diagnóstico, Santo André passa a concentrar quatro ocorrências da doença no atual período. O restante do panorama regional é composto por São Bernardo e Diadema, que contabilizam um caso confirmado em cada município, enquanto as demais cidades da região permanecem sem registros recentes.
O histórico epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde demonstra uma forte tendência de arrefecimento dos contágios em comparação aos anos anteriores. Em 2022, auge da crise sanitária, o Grande ABC acumulou 220 ocorrências durante o surto da doença. Nos períodos seguintes, os números caíram para 67 registros em 2024 e 27 casos no ano passado, todos sem nenhuma fatalidade.
Especialistas em infectologia explicam que a dinâmica de propagação do vírus é distinta de patógenos altamente contagiosos como a Covid-19 ou o sarampo. Segundo o médico Hilton Luís Alves, membro do comitê de medicina tropical da Sociedade Brasileira de Infectologia, o surto inicial foi impulsionado sobretudo por redes de contato humano e por uma expansão sem precedentes fora do continente africano, onde a moléstia era tradicionalmente endêmica.
A transmissão ocorre principalmente por meio de contato próximo, direto e prolongado com indivíduos infectados. Isso inclui a exposição a lesões cutâneas, fluidos corporais, secreções de feridas, gotículas respiratórias, relações sexuais ou pelo compartilhamento de objetos pessoais contaminados. O Ministério da Saúde reforça que os macacos não atuam como reservatórios do vírus.
Os principais sinais de alerta associados à infecção incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões na pele que evoluem para bolhas. Autoridades sanitárias recomendam a busca imediata por atendimento médico e o isolamento precoce para interromper as cadeias de transmissão e prevenir surtos comunitários.
Embora a maior parte dos quadros clínicos seja considerada leve, autoridades médicas alertam para possíveis complicações em grupos vulneráveis e pacientes imunossuprimidos, que podem desenvolver infecções bacterianas secundárias, pneumonia e problemas oculares graves. A contenção definitiva do vírus na região segue apoiada na vigilância contínua, no diagnóstico rápido e na conscientização pública.
Fontes consultadas
- Santo André confirma quarto caso de mpox e Grande ABC soma seis - Diário do Grande ABC dgabc.com.br
- Mulher De 34 Anos Testa Positivo Para MPOX Em Santo André. soumaispop.com.br
- Casos de Mpox chegam a seis registros no Grande ABC abcdoabc.com.br