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Saúde

Brasil registra centenas de casos de mpox e reforça alerta de saúde

Estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentam alta nos diagnósticos da doença em relação aos anos anteriores.

Por 3 min de leitura

Brasil registra centenas de casos de mpox e reforça alerta de saúde
Brasil registra centenas de casos de mpox e reforça alerta de saúde

O Brasil contabilizou centenas de casos de mpox em 2026, com o avanço das infecções em diferentes regiões do país voltando a chamar a atenção das autoridades sanitárias. O cenário é acompanhado de perto por secretarias estaduais de saúde, que reforçam a vigilância epidemiológica e a orientação sobre os sintomas e as formas de prevenção da doença viral.

O estado do Rio de Janeiro tem registrado o crescimento mais expressivo. Entre janeiro e os primeiros dias de novembro, foram confirmadas centenas de infecções, representando mais do que o dobro do volume registrado em todo o ano anterior. Na capital fluminense, os meses de setembro e outubro concentraram dezenas de diagnósticos, o que levou o Ministério da Saúde a anunciar o reforço no envio de vacinas para a região, especialmente diante da aproximação do período de maior circulação de pessoas.

Em Minas Gerais, as autoridades de saúde também monitoram a situação após dezenas de confirmações no estado. A variante em circulação no território mineiro foi identificada como pertencente ao clado II, especificamente do subclado IIb, a mesma linhagem associada ao surto global iniciado em anos anteriores. A maioria dos casos diagnosticados no estado concentra-se entre homens jovens.

No Distrito Federal, novos casos foram confirmados pelas autoridades locais, incluindo o de um homem de 32 anos morador do Guará, cujos sintomas iniciais foram confundidos com amigdalite antes do surgimento das lesões típicas na pele. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal segue trabalhando para consolidar os dados epidemiológicos e esclarecer a dinâmica de atendimento na capital.

A mpox é uma enfermidade infecciosa causada pelo vírus MPXV e caracteriza-se por sintomas como febre, dores de cabeça, dores musculares, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos e o surgimento de lesões cutâneas que evoluem para bolhas e crostas. O contágio ocorre principalmente por meio do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas, através de fluidos corporais, lesões na pele ou superfícies e objetos contaminados.

O tratamento adotado é de suporte, voltado para o alívio dos sintomas e o acompanhamento médico, uma vez que a maioria dos pacientes apresenta evolução leve ou moderada com recuperação espontânea em algumas semanas. A vacinação disponível pelo Sistema Único de Saúde é direcionada a grupos prioritários e específicos, como profissionais de laboratório expostos e pessoas com maior risco de formas graves.

As autoridades sanitárias reforçam que a população deve procurar atendimento médico ao apresentar sinais suspeitos, mantendo o isolamento e evitando o compartilhamento de objetos pessoais até a cicatrização completa das lesões. Embora os números atuais fiquem distantes do surto expressivo de 2022, a prevenção e o diagnóstico oportuno continuam sendo fundamentais para conter a circulação do vírus.

Fontes consultadas

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