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Saúde

Casos de mpox no Rio de Janeiro superam total registrado no ano anterior

Estado contabiliza 211 confirmações da doença viral, refletindo um crescimento expressivo em relação a 2025.

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Casos de mpox no Rio de Janeiro superam total registrado no ano anterior
Casos de mpox no Rio de Janeiro superam total registrado no ano anterior

O estado do Rio de Janeiro registrou 211 casos confirmados de mpox até o dia 1º de novembro de 2026, superando em 77% o total de 119 ocorrências contabilizadas em todo o ano anterior. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro e apontam um avanço expressivo da infecção viral no território fluminense.

A mpox é uma infecção causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, cujos sintomas principais englobam febre, dores pelo corpo, surgimento de ínguas e lesões cutâneas. A transmissão ocorre primariamente por meio do contato direto com feridas na pele, secreções e fluidos corporais de indivíduos infectados, além do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

O período de incubação da doença, que corresponde ao intervalo entre a exposição ao vírus e o aparecimento dos primeiros sinais, varia tipicamente de três a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. Especialistas e órgãos de saúde reforçam que a transmissão pode persistir desde o início dos sintomas até a cicatrização completa de todas as lesões na pele.

Diante do aumento de registros, o Ministério da Saúde orienta que a população procure uma unidade médica ao notar lesões cutâneas acompanhadas de febre ou inchaço nos gânglios. Grupos mais vulneráveis, como gestantes, crianças, idosos, pacientes oncológicos, transplantados e pessoas vivendo com HIV/aids, devem redobrar a atenção, uma vez que apresentam riscos elevados de desenvolver complicações graves.

O diagnóstico definitivo da doença é obtido por meio de exames laboratoriais moleculares, utilizando preferencialmente secreções extraídas das próprias lesões ou crostas já formadas. Não há um medicamento específico aprovado para o tratamento da mpox, sendo o acompanhamento médico voltado para o alívio sintomático e a prevenção de agravamentos, com melhora esperada na maioria dos quadros entre duas e quatro semanas.

Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde aponta que o Brasil contabiliza dezenas de casos confirmados neste ano, com registros distribuídos por diferentes estados, mantendo a predominância de quadros leves a moderados e sem novos óbitos recentes informados pelas autoridades federais competentes. A vacinação contra a mpox segue disponível no Sistema Único de Saúde de maneira restrita, direcionada a públicos específicos segundo critérios técnicos estabelecidos.

Fontes consultadas

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