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Saúde

Rio de Janeiro registra alta expressiva nos casos de Mpox

Especialistas alertam para o avanço da infecção viral no estado e apontam a possível circulação de um novo subtipo do vírus.

Por 3 min de leitura

Rio de Janeiro registra alta expressiva nos casos de Mpox
Rio de Janeiro registra alta expressiva nos casos de Mpox

O estado do Rio de Janeiro registra um aumento recente e expressivo nos casos de Mpox, infecção viral caracterizada por lesões na pele, o que tem levado médicos e autoridades sanitárias a emitirem alertas para conter a propagação da doença. De acordo com os dados fornecidos pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde, 211 pacientes testaram positivo para a doença no território fluminense, superando o total acumulado em todo o ano anterior, que foi de 119 registros.

O crescimento do número de diagnósticos é impulsionado de maneira acentuada pelos meses de setembro e outubro, que somam juntos 90 ocorrências, sendo 45 em cada mês. Em comparativo com o mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados apenas 10 casos nesses mesmos meses, o avanço representa uma alta expressiva. Atualmente, o estado ainda mantém 117 casos sob investigação médica.

Na capital fluminense, a situação segue a mesma tendência de preocupação. O Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio confirmou 167 casos da doença, ultrapassando os 94 registros contabilizados durante todo o ano passado. Apenas os meses de setembro e outubro concentram 74 diagnósticos na capital, enquanto o município contabiliza dezenas de casos suspeitos em análise.

Diante do cenário, o deputado federal e ex-secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, utilizou as redes sociais para chamar a atenção para a intensidade com que o vírus tem circulado na região e no país. Segundo ele, o diagnóstico precoce é simples e pode ser realizado em qualquer unidade básica de saúde por meio da coleta de material das feridas para análise laboratorial, ajudando a evitar a transmissão e a garantir o acompanhamento adequado dos pacientes.

Especialistas também alertam sobre os riscos para grupos mais vulneráveis. A médica infectologista Marcia Rachid destacou que a doença pode apresentar quadros graves e até evoluir para óbito em pessoas que vivem com HIV caso estejam com a imunidade baixa. Além disso, pesquisadores apontam que dados de sequenciamento genético indicam a entrada e a circulação intensiva de um novo clado do vírus no estado, embora ponderem que ainda não é possível afirmar se essa variante é a causa direta da alta de diagnósticos.

No âmbito da imunização, o Sistema Único de Saúde conta com a vacina MVA-BN em seu esquema padrão de duas doses, mas o imunizante atualmente enfrenta falta de estoque na rede pública. O deputado Daniel Soranz cobrou do Ministério da Saúde o aumento da cobertura vacinal e a ampliação da proteção para a população de risco, enquanto as secretarias estadual e municipal de Saúde declaram que acompanham a evolução do cenário e adotam medidas preventivas, sem classificar o momento atual como um surto ou epidemia.

Fontes consultadas

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