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Ciência

Curiosity registra o nascer do sol em Marte com tons azulados

Imagens capturadas pelo rover da NASA mostram penhascos esculpidos pelo vento no Monte Sharp e revelam detalhes da atmosfera marciana.

Por 2 min de leitura

Curiosity registra o nascer do sol em Marte com tons azulados
Curiosity registra o nascer do sol em Marte com tons azulados

O rover Curiosity, da NASA, registrou um amanhecer incomum no Planeta Vermelho no dia 11 de agosto, revelando penhascos iluminados ao fundo e um terreno em primeiro plano tomado por tons azulados. A cena foi capturada às 8h30, horário local de Marte, pela câmera Mastcam instalada no veículo robótico.

Para preservar as características reais da iluminação do início da manhã marciana, a equipe da agência espacial americana optou por não aplicar correções no balanço de branco das imagens. O panorama final é o resultado da combinação de seis fotografias enviadas à Terra.

No horizonte da imagem, a luz solar destaca formações rochosas conhecidas como yardangs. Essas estruturas, esculpidas pela ação contínua dos ventos, estendem-se por aproximadamente 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp, uma montanha com cerca de cinco quilômetros de altura.

De acordo com Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, a atmosfera muito fina de Marte, composta primariamente por dióxido de carbono e poeira em suspensão, interfere diretamente na forma como a luz solar se espalha, gerando um céu alaranjado e um nascer do sol com tonalidades azuis.

O Curiosity explora as encostas do Monte Sharp desde 2014 e recentemente superou a marca de um quilômetro de altitude acumulada em sua subida, o que representa a maior elevação já alcançada por um veículo na superfície marciana. A montanha funciona como um arquivo geológico do planeta.

As diferentes camadas rochosas do Monte Sharp registram as transformações climáticas e ambientais de Marte ao longo de bilhões de anos. Em etapas anteriores da missão, o rover encontrou evidências de que a região abrigou lagos e rios antes de o planeta se tornar árido e frio.

Os cientistas ainda investigam a origem exata da camada de yardangs, levantando a hipótese de que o material tenha sido formado por antigas erupções vulcânicas e posteriormente moldado pela erosão eólica. A expectativa da NASA é que o Curiosity consiga se aproximar dessas formações rochosas para análises diretas até 2027.

Atualmente, o Curiosity é um dos dois rovers em operação em Marte, atuando ao lado do Perseverance, que explora as margens da Cratera Jezero. As missões continuam a fornecer dados cruciais para entender se o planeta vizinho apresentou condições favoráveis à vida no passado remoto.

Fontes consultadas

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