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Política

Davi Alcolumbre articula reeleição no Senado visando 2027

Presidente do Senado busca consolidar apoios e fragmentar a bancada do PL para garantir mais um mandato no comando da Casa legislativa.

Por 3 min de leitura

Davi Alcolumbre articula reeleição no Senado visando 2027
Davi Alcolumbre articula reeleição no Senado visando 2027

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já iniciou as articulações políticas para garantir sua reeleição ao comando da Casa em 2027. O parlamentar avalia diferentes cenários para o Palácio do Planalto, projetando o pleito tanto em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto em uma gestão liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A movimentação ganha força após o crescimento expressivo do Partido Liberal, que contará com uma robusta bancada na próxima legislatura.

A estratégia principal de Alcolumbre para assegurar a vitória consiste em rachar os votos da bancada do PL, sigla que elegeu 19 novos senadores e passará a contar com 29 cadeiras. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já declarou que o partido não apoiará a recondução de Alcolumbre e lançará o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato. Apesar disso, aliados de Alcolumbre calculam que ele já reúne entre 44 e 49 votos, contando com o apoio de parlamentares liberais alinhados ao seu grupo político e de outras legendas.

Como parte dos gestos para ampliar sua base, Alcolumbre avalia indicar o senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado e integrante de seu grupo, para a relatoria do Orçamento de 2027. A função, que originalmente caberia a um representante do MDB por acordos prévios, serve como uma sinalização direta aos parlamentares da oposição. Além disso, líderes de partidos como MDB e PSD, representados por Eduardo Braga e Otto Alencar respectivamente, já anunciaram publicamente apoio à recondução de Alcolumbre.

Nas últimas semanas, a relação entre o chefe do Legislativo e o governo federal passou por uma reaproximação marcada pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6x1. O texto, que reduz a jornada máxima e institui novos dias de folga, era uma das principais bandeiras do governo Lula. A votação bem-sucedida ajudou a estancar desgastes anteriores, como a rejeição de indicações ao Supremo Tribunal Federal ocorridas meses antes.

Apesar da aproximação em pautas específicas, o clima com a ala bolsonarista do PL segue tenso. Na última semana, Alcolumbre e Rogério Marinho protagonizaram um bate-boca no plenário do Senado após a retirada da PEC da Segurança da pauta de votações. Questionado por Marinho se a decisão atendia a um pedido do Executivo ou se tratava de um ato de arbítrio, Alcolumbre respondeu enfaticamente que a prerrogativa era exclusiva da Presidência da Casa.

Nos bastidores, as negociações de Alcolumbre também envolvem a distribuição de gabinetes, apartamentos funcionais e cargos estratégicos vinculados à Mesa Diretora, contemplando tanto novatos quanto adversários políticos. Paralelamente, o senador mantém articulações envolvendo a indicação de Rodrigo Pacheco para o STF e a abertura de novas vagas no Tribunal de Contas da União, elementos que continuam a compor o tabuleiro de negociações para a sucessão no Senado.

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