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Política

Deputado eleito em SP defende autonomia estadual após reeleição de Lula

Thomaz Henrique argumenta que o estado sustenta o país e propõe discussão pacífica sobre soberania, embora a Constituição vede a cisão.

Por 2 min de leitura

Deputado eleito em SP defende autonomia estadual após reeleição de Lula
Deputado eleito em SP defende autonomia estadual após reeleição de Lula

O deputado estadual eleito Thomaz Henrique (PL) utilizou as redes sociais na noite deste domingo para defender que o estado de São Paulo discuta sua autonomia em relação à federação, logo após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República.

Em publicação feita no X, o parlamentar afirmou que o cidadão paulista arca com o sustento financeiro do país e acaba submetido às decisões de outras unidades federativas. Ele declarou que assumiu o compromisso de pautar o assunto de maneira pacífica e constitucional.

A manifestação ocorreu no contexto do encerramento da disputa presidencial, na qual Lula obteve a vitória no cenário nacional. No estado de São Paulo, contudo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou votação majoritária entre os eleitores locais.

Apesar da proposta levantada pelo deputado eleito, a Constituição Federal estabelece no artigo 1º que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel entre estados, municípios e o Distrito Federal. Além disso, o artigo 60 define que a forma federativa do Estado constitui cláusula pétrea, não podendo ser abolida nem por meio de emenda constitucional.

Thomaz Henrique foi eleito para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com expressiva votação e tem demonstrado alinhamento com símbolos históricos regionais, tendo alterado sua foto de perfil para uma imagem alusiva à Revolução Constitucionalista de 1932.

Enquanto a discussão sobre autonomia ganha repercussão no âmbito legislativo estadual, o cenário nacional pós-eleitoral também mobiliza diversos setores empresariais e políticos em torno de pautas econômicas, reformas estruturais e estabilidade institucional para o novo mandato presidencial.

Fontes consultadas

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