Desemprego cai a 5,2% e atinge menor patamar para o trimestre em 14 anos
Pesquisa divulgada pelo IBGE aponta recorde na população ocupada e avanço no rendimento médio dos trabalhadores brasileiros.
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, registrando o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o indicador estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 0,4 ponto percentual.
Com o resultado, o país contabilizou 5,6 milhões de pessoas desempregadas, o que representa uma diminuição de 234 mil indivíduos em relação ao trimestre precedente. Em termos anuais, o total de desocupados encolheu 6,9%. O avanço foi acompanhado por um patamar recorde na população ocupada, que alcançou 103,6 milhões de trabalhadores, impulsionada pela entrada de 581 mil novas pessoas no mercado de trabalho entre julho e setembro.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou o comportamento dos setores econômicos no período. Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas. No comparativo anual, os maiores impulsos vieram de transportes, armazenagem e correio, além do grupo que engloba administração pública, educação e saúde.
O levantamento também apontou marcas históricas em outras categorias laborais. O contingente de empregadores chegou a 4,5 milhões de pessoas, após registrar expansão de 4,3% no trimestre. O setor público manteve 13,2 milhões de trabalhadores, acumulando alta de 2,5% em um ano. Por outro lado, o emprego formal no setor privado com carteira assinada, os trabalhadores sem carteira, os autônomos e os empregados domésticos mantiveram-se estáveis no período.
No que tange à remuneração, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores situou-se em R$ 3,790 no trimestre encerrado em setembro. Embora tenha apresentado estabilidade frente aos três meses imediatamente anteriores, o valor representa um acréscimo de 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, o que equivale a um ganho real de R$ 131. A massa de rendimento real habitual atingiu o patamar recorde de R$ 387,5 bilhões.
Apesar da melhora nos índices principais de ocupação, o IBGE identificou variações em indicadores de subutilização e desalento. A população desalentada — formada por aqueles que desistiram de procurar emprego — subiu para 2,5 milhões de pessoas no trimestre, refletindo dificuldades na busca por oportunidades adequadas, especialmente entre indivíduos com 40 anos ou mais. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, contudo, permaneceu em 13%.
A próxima divulgação da PNAD Contínua pelo IBGE, abrangendo o trimestre móvel encerrado em outubro, está agendada para o dia 27 de novembro.
Fontes consultadas
- Desemprego cai a 5,2%, a menor taxa para o trimestre em 14 anos agendadopoder.com.br
- Desemprego fica em 5,2% e tem menor taxa até setembro na série histórica agazeta.com.br
- Desemprego cai a 5,2% no Brasil, menor taxa para um 3º trimestre desde 2012 exame.com
- DESEMPREGO CAI NO BRASIL E ATINGE MENOR TAXA PARA O TERCEIRO TRIMESTRE EM 14 ANOS | Bahia Econômica bahiaeconomica.com.br
- Desemprego cai no Brasil e alcança menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos meionews.com