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Brasil

Disputa por pensão alimentícia envolve bloqueio de bens na Justiça

Questões sobre repasses de pensão e conflitos familiares mobilizam tribunais brasileiros em diferentes casos recentes.

Por 2 min de leitura

Disputa por pensão alimentícia envolve bloqueio de bens na Justiça
Disputa por pensão alimentícia envolve bloqueio de bens na Justiça

A questão da pensão alimentícia tem gerado intensas disputas judiciais no Brasil, envolvendo desde conflitos familiares com medidas protetivas até bloqueios patrimoniais milionários em processos de cobrança. As situações recentes destacam a complexidade que envolve o repasse e a garantia desses valores para dependentes.

Em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça concedeu medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha a uma idosa de 62 anos que sofria agressões e ameaças da própria filha. A vítima assumiu a responsabilidade de criar as netas devido aos problemas da mãe das crianças com o consumo de álcool.

Segundo o Ministério Público mineiro, a pensão alimentícia das meninas, paga pelo pai, era depositada diretamente na conta da avó. Após ser presa em flagrante por agredir fisicamente a mãe, a filha passou a exigir o dinheiro da pensão por telefone e a ameaçar a idosa de morte.

Em primeira instância, o pedido de proteção havia sido negado sob a justificativa de que o conflito tratava-se de uma disputa financeira sem motivação de gênero. No entanto, o relator do recurso, desembargador Wanderley Paiva, defendeu que a legislação se aplica a qualquer situação de violência doméstica contra a mulher, independentemente da causa, considerando também a vulnerabilidade da idosa.

Em outro contexto judicial, a cobrança de valores relacionados a um fundo de investimentos e a desvios de recursos também esbarrou na questão da pensão alimentícia. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de uma fazenda e de outro imóvel pertencentes ao ex-jogador Daniel Alves em Juazeiro, na Bahia, para garantir o pagamento de uma dívida superior a R$ 7 milhões.

A disputa teve origem em um acordo de rescisão contratual com o São Paulo que foi posteriormente negociado com um fundo de investimentos. Conforme relatado nos autos, parte dos valores que deveriam ser repassados ao fundo acabou sendo direcionada para o processo de pensão alimentícia do filho do ex-jogador.

Com o impasse e a recusa nos repasses após complicações judiciais do ex-atleta, o fundo acionou a Justiça para reaver os montantes pendentes, fazendo com que o recurso voltado para a pensão também integrasse o centro do litígio patrimonial.

Ambos os casos ilustram como as obrigações e os direitos relacionados à pensão alimentícia permeiam disputas complexas, exigindo a intervenção do Poder Judiciário para assegurar a proteção de vulneráveis e o cumprimento de acordos financeiros.

Fontes consultadas

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