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Política

Disputa por terras raras mobiliza presidenciáveis

Candidatos debatem estratégias e impactos da exploração de minerais críticos no cenário eleitoral brasileiro.

Por 2 min de leitura

Disputa por terras raras mobiliza presidenciáveis
Disputa por terras raras mobiliza presidenciáveis

A exploração das reservas brasileiras de terras raras e minerais estratégicos ganhou destaque na reta final da campanha presidencial, colocando em evidência diferentes visões sobre soberania nacional, acordos internacionais e desenvolvimento industrial. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas, turbinas eólicas, carros elétricos e equipamentos de defesa.

O debate sobre o tema reflete a reorganização da economia global, impulsionada pelas restrições comerciais impostas pela China à exportação desses elementos e pela busca dos Estados Unidos por fornecedores alternativos. Especialistas apontam que o país enfrenta o desafio de ir além da simples exportação de matéria-prima bruta, buscando agregar valor à produção por meio da industrialização local e da retenção de benefícios econômicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a diversificação das relações internacionais e a atuação do Estado para transformar os recursos naturais em desenvolvimento industrial. Durante o debate presidencial realizado pela Band, Lula questionou as intenções de seu oponente e enfatizou a necessidade de conduzir a exploração conforme os interesses nacionais, citando iniciativas como a sanção da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro propõe maior aproximação com os Estados Unidos e foco no investimento privado para viabilizar a cadeia produtiva, argumentando que sua atuação internacional visa defender os interesses comerciais brasileiros frente a tarifas e taxações. Contudo, críticos apontam o risco de subordinação às prioridades de Washington e de precarização das agendas socioambientais.

A corrida pelas terras raras também gera preocupações locais, como no Planalto Vulcânico de Poços de Caldas, em Minas Gerais, onde projetos de mineração atraem o interesse de empresas estrangeiras, mas enfrentam forte resistência de comunidades locais e entidades preocupadas com impactos socioambientais e passivos radioativos na região.

Enquanto os programas de ambos os candidatos convergem na intenção de construir uma cadeia produtiva verticalizada, analistas apontam que faltam detalhamentos práticos sobre como o Brasil superará a hegemonia internacional no refino e na separação desses minerais, essenciais para consolidar o país como um polo tecnológico global.

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