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Política

Disputa presidencial acirrada e debate sobre o passado marcam a reta final

Novas pesquisas apontam cenário de empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto campanhas intensificam a mobilização nas redes sociais.

Por 3 min de leitura

Disputa presidencial acirrada e debate sobre o passado marcam a reta final
Disputa presidencial acirrada e debate sobre o passado marcam a reta final

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para o próximo domingo, as pesquisas de intenção de voto revelam uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Divulgados na quinta-feira, os levantamentos apontam um cenário de forte polarização na reta final da campanha.

A pesquisa Datafolha indicou um empate numérico de 50% a 50% nos votos válidos entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, o candidato do PL aparece com 47%, enquanto o atual presidente registra 46%. Outros levantamentos publicados no mesmo dia, como PoderData e Indexa, também apontam margens estreitas e variações dentro do limite estatístico.

Enquanto os institutos de pesquisa registram a redução da distância entre os concorrentes, o debate político nas plataformas digitais ganhou novos contornos com a recuperação de episódios históricos envolvendo figuras ligadas à política nacional. Entre os temas que ganharam repercussão na internet está a antiga tramitação sobre a cassação do ex-deputado Talvane Albuquerque, condenado pelo assassinato da deputada Ceci Cunha e de outras três pessoas na chamada Chacina da Gruta, ocorrida em 1998 em Maceió.

Durante o processo de cassação de Talvane na Câmara dos Deputados em abril de 1999, o então deputado federal Jair Bolsonaro votou contra a perda do mandato do colega. Na ocasião, ele argumentou na tribuna que a medida poderia ser precipitada caso houvesse futura absolvição e questionou os parlamentares sobre contatos com marginais, embora tenha ressalvado que não defendia crimes. A cassação acabou sendo aprovada por ampla maioria, mas o posicionamento histórico voltou a circular amplamente nas redes sociais na última fase da disputa eleitoral.

Paralelamente, o embate eleitoral também se reflete em produções audiovisuais e manifestações públicas. Um vídeo estrelado pelo ator Sergio Guizé passou a circular nas redes sociais com foco na segurança pública e em críticas ao projeto político representado por Flávio Bolsonaro, abordando temas como a evolução patrimonial e a atuação de grupos criminosos.

A peça foi desenvolvida por profissionais que atuaram sem remuneração e adota uma narrativa dramática para tratar da expansão da criminalidade para municípios menores e do impacto da violência no cotidiano da população, utilizando o Rio de Janeiro como exemplo central de crise institucional.

Com dezenas de novos levantamentos previstos até a véspera da eleição, as equipes de campanha intensificam as estratégias de mobilização do eleitorado para consolidar votos no segundo turno. A votação ocorre em todo o país e definirá o próximo presidente da República.

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