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Política

Eleições no Texas: James Talarico e Ken Paxton disputam o Senado

Democrata e republicano enfrentam-se em uma eleição acirrada que pode definir o equilíbrio de forças em Washington.

Por 3 min de leitura

Eleições no Texas: James Talarico e Ken Paxton disputam o Senado
Eleições no Texas: James Talarico e Ken Paxton disputam o Senado

O pleito para o Senado dos Estados Unidos pelo Texas coloca frente a frente duas figuras políticas de visões totalmente opostas: o democrata James Talarico e o republicano Ken Paxton. Agendada para o dia 3 de novembro, a eleição na câmara alta do Congresso americano atrai atenção nacional, pois o resultado pode influenciar diretamente o equilíbrio de poder em Washington durante os dois anos finais do mandato de Donald Trump.

Aos 37 anos, James Talarico concorre após vencer as primárias democratas com um discurso voltado às desigualdades econômicas e à necessidade de união social. Para ele, o principal conflito no país não se resume à divisão entre esquerda e direita, mas sim entre o topo e a base da pirâmide financeira, criticando a influência exercida pelos bilionários. Antes de ingressar na carreira política, atuou como professor em um colégio público localizado em uma área empobrecida de San Antonio e foi criado por sua mãe após ela deixar um pai violento e alcoólatra.

Atualmente cursando teologia como seminarista presbiteriano, Talarico utiliza frequentemente preceitos cristãos para defender o que chama de políticas baseadas no amor. O candidato ganhou notoriedade nas redes sociais ao contestar o nacionalismo cristão propagado por seus adversários políticos utilizando passagens bíblicas. Suas posições em defesa do direito ao aborto e dos direitos das pessoas LGBTQI+, além de declarações polêmicas anteriores sobre a natureza de Deus, geraram forte oposição entre cristãos conservadores. Se vitorioso, ele fará história ao se tornar o senador mais jovem em atuação em Washington.

Do outro lado da disputa, Ken Paxton, atual procurador-geral do Texas e filiado ao Partido Republicano, posiciona-se como um conservador alinhado ao movimento MAGA. A trajetória recente de Paxton foi marcada por controvérsias, incluindo um processo de destituição em 2023 por acusações de corrupção e abuso de poder, além de um divórcio solicitado pela esposa em 2025 por razões bíblicas e repercussões sobre viagens recentes. Apesar das polêmicas, o candidato de 63 anos manteve força política graças ao forte respaldo do ex-presidente Donald Trump, que o apoiou nas primárias em detrimento do senador moderado John Cornyn.

Na plataforma política de Ken Paxton, a religião também ocupa um papel central, mas com uma perspectiva radicalmente distinta da de seu oponente. O republicano defende que os Estados Unidos foram edificados sobre fundamentos bíblicos e propõe iniciativas como a exibição dos Dez Mandamentos, o estímulo à oração e o estudo de preceitos religiosos nas salas de aula texanas. Como procurador-geral, ele atuou ativamente contra o direito ao aborto e contra normas federais de proteção ambiental.

Enquanto a corrida eleitoral caminha para o encerramento, pesquisas de opinião apontam que a disputa pelo Senado no Texas está empatada tecnicamente. Para impulsionar a campanha de Ken Paxton, Donald Trump tem programado visitas ao estado para participar de comícios com o candidato republicano em cidades como Lubbock e Waco, consolidando a polarização que marca este importante pleito legislativo americano.

Fontes consultadas

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