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Elon Musk e Donald Trump cobram saída de Volodymyr Zelensky da Ucrânia

Tensões entre Kiev e Washington se aprofundam em meio a restrições no sistema Starlink e críticas a acordos petrolíferos com a Rússia.

Por 3 min de leitura

Elon Musk e Donald Trump cobram saída de Volodymyr Zelensky da Ucrânia
Elon Musk e Donald Trump cobram saída de Volodymyr Zelensky da Ucrânia

O empresário norte-americano Elon Musk defendeu publicamente a renúncia do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmando em sua rede social que seria o momento de o líder ucraniano deixar o cargo diante da continuidade do conflito com a Rússia. A manifestação ocorreu em meio a um forte acirramento das tensões geopolíticas e comerciais envolvendo Kiev, Washington e Moscou, agravadas por restrições operacionais impostas aos serviços de comunicação via satélite Starlink e Starshield na Ucrânia.

Nos últimos dias, autoridades ucranianas relataram quedas drásticas de velocidade e limitações técnicas nos terminais de comunicação fornecidos pela empresa SpaceX, de Elon Musk. O Ministério da Defesa da Ucrânia indicou que as conexões foram parcialmente restabelecidas, mas que restrições de velocidade ainda persistem, afetando operações de defesa, interceptação de drones russos e missões de combate. O próprio Musk atribuiu a responsabilidade pelas limitações ao governo dos Estados Unidos e ao presidente Donald Trump, explicando que o sistema militar Starshield é controlado diretamente pelas forças armadas norte-americanas.

A relação entre Kiev e a administração de Donald Trump tem enfrentado turbulências crescentes. Zelensky criticou abertamente um acordo recente articulado por Trump para importar diesel russo, burlando as sanções internacionais aplicadas contra Moscou. O líder ucraniano afirmou publicamente sentir-se traído pelas atitudes do governo norte-americano, incluindo as restrições ao Starlink e a suposta redução no repasse de informações de inteligência essenciais para a defesa antiaérea ucraniana.

Diante do desgaste na parceria com os Estados Unidos, Zelensky também expressou descontentamento com a postura da Casa Blanca, afirmando que a liderança norte-americana estaria escolhendo o lado errado da história. O presidente ucraniano destacou que a Ucrânia tem contado com o apoio de parceiros estratégicos reais e buscado reforçar alianças com lideranças europeias, planejando reuniões de alto nível com representantes da União Europeia em Bruxelas para discutir alternativas de apoio e segurança.

Enquanto a crise diplomática e tecnológica se desenrola, os combates no terreno continuam intensos. A Ucrânia retomou os ataques com drones contra refinarias de petróleo em território russo após o colapso de uma breve trégua energética que havia sido exigida por Washington. Autoridades de Kiev confirmaram novos bombardeios na região de Ryazan, enquanto o governo russo relatou o lançamento massivo de centenas de drones ucranianos e a defesa de suas instalações estratégicas.

De acordo com balanços oficiais, os recentes ataques aéreos russos atingiram diversas regiões ucranianas, danificando infraestruturas críticas de energia e causando vítimas civis. Enquanto a diplomacia internacional busca encontrar caminhos para conter a escalada da violência, líderes europeus, como a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e a chefe da diplomacia da União Europeia Kaja Kallas, reforçaram o apoio a Kiev, criticando medidas que possam legitimar as ações militares de Moscou ou enfraquecer os esforços de pressão contra o Kremlin.

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