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Ucrânia retoma ataques a refinarias russas após fim de trégua

Presidente ucraniano declarou o encerramento da pausa nas ofensivas energéticas após novos bombardeios russos e divergências com Washington.

Por 2 min de leitura

Ucrânia retoma ataques a refinarias russas após fim de trégua
Ucrânia retoma ataques a refinarias russas após fim de trégua

A Ucrânia retomou os ataques com drones contra refinarias de petróleo em território russo, incluindo uma instalação na região de Ryazan, pertencente à estatal Rosneft. A decisão foi anunciada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que declarou encerrada a suspensão temporária das ofensivas contra o setor energético da Rússia estabelecida após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A trégua energética havia sido anunciada anteriormente por Trump com o objetivo de conter a alta dos preços globais do diesel, agravada pelo conflito. Segundo o líder americano, a suspensão dos ataques a refinarias e infraestruturas de energia deveria ter efeito imediato e contar com o consentimento de Kiev e Moscou. No entanto, autoridades ucranianas afirmaram inicialmente desconhecer os termos do acordo negociado por Washington.

Apesar da pausa inicial adotada pela Ucrânia em relação às refinarias russas, os bombardeios da Rússia contra usinas elétricas e instalações de aquecimento ucranianas continuaram nos dias seguintes ao anúncio. Zelensky relatou que centenas de ataques atingiram redes de transmissão e geração de eletricidade, deixando centenas de milhares de pessoas sem luz e aquecimento, o que levou o governo de Kiev a considerar a trégua insustentável.

Em entrevista ao jornal Financial Times, Zelensky afirmou que a paciência de seu país se esgotou diante da continuidade das agressões russas. "A restrição aos ataques a refinarias acabou. Terminamos", declarou o mandatário ucraniano. A unidade atingida em Ryazan responde por uma parcela significativa da produção de derivados de petróleo na Rússia e abastece a capital russa.

A retomada das hostilidades ocorre em meio a um cenário de crescente tensão diplomática entre Kiev e a administração de Donald Trump. O governo ucraniano criticou duramente a suspensão de sanções americanas sobre exportações russas de diesel, argumentando que a medida gera novas receitas para o governo de Vladimir Putin financiar a guerra. Além disso, autoridades de Kiev relataram problemas operacionais no uso de sistemas de comunicação via satélite e falhas no recebimento de alertas de inteligência dos aliados ocidentais.

Do lado russo, o presidente Vladimir Putin minimizou o impacto dos ataques de longo alcance contra o parque de refino do país, enquanto autoridades do Kremlin acusaram a Ucrânia de sabotar os esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos. Analistas internacionais apontam que o colapso do entendimento energético evidencia a fragilidade de acordos pontuais em um conflito prolongado, que segue sem perspectivas concretas de cessar-fogo geral.

Fontes consultadas

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