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Economia

Empresa ASML pode representar até 1,6% da economia holandesa em 2026

Analistas destacam a crescente dependência do país em relação à fabricante de equipamentos para chips devido à alta demanda por inteligência artificial.

Por 2 min de leitura

Empresa ASML pode representar até 1,6% da economia holandesa em 2026
Empresa ASML pode representar até 1,6% da economia holandesa em 2026

A fabricante de equipamentos para semicondutores ASML poderá responder diretamente por até 1,6% da economia da Holanda neste ano, registrando alta em relação ao patamar de 1,3% registrado em 2025. A projeção consta em uma nota divulgada por economistas do ING, evidenciando o papel de destaque e a dependência cada vez maior do país em relação à companhia.

As ferramentas produzidas pela empresa são essenciais para a fabricação de chips de computador de última geração. Com o forte crescimento na demanda por tecnologia de inteligência artificial, a corporação consolidou sua posição como a firma europeia mais valiosa em termos de capitalização de mercado, avaliada em bilhões de euros.

Enquanto a Europa tem ficado atrás dos Estados Unidos e da Ásia no boom tecnológico global, a Holanda desponta como uma exceção no cenário europeu. Conforme os analistas do banco, graças à ASML e ao ecossistema de fornecedores ao seu redor, o território holandês ocupa uma posição central na tecnologia impulsionada pela inteligência artificial e colhe benefícios econômicos substanciais.

Tanto as atividades de pesquisa e desenvolvimento quanto a produção da companhia estão concentradas na Holanda, gerando impactos indiretos positivos em toda a sua cadeia de parceiros. A empresa informou recentemente que planeja expandir sua capacidade produtiva de forma expressiva nos próximos anos, com grandes obras planejadas na cidade de Eindhoven.

Apesar das vantagens para o cenário financeiro nacional, os pesquisadores alertam para os riscos de uma dependência excessiva de uma única corporação, fazendo um paralelo com o histórico da Nokia na Finlândia. Em seu auge no ano 2000, a gigante finlandesa chegou a representar quase 4% da economia do país, mas sofreu uma forte queda na década seguinte ao perder espaço na revolução dos smartphones, o que desacelerou a produtividade geral.

Outro ponto de atenção apontado pelos especialistas envolve o cenário geopolítico e as disputas tecnológicas entre Estados Unidos e China. Restrições lideradas por Washington já impedem a comercialização das ferramentas mais avançadas da ASML para o mercado chinês, enquanto a empresa também permanece vulnerável a eventuais interrupções na cadeia de suprimentos de componentes críticos estrangeiros.

Fontes consultadas

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