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Política

Erika Hilton critica o PSOL e admite possibilidade de trocar de partido

Deputada federal reeleita aponta erros estratégicos na legenda de esquerda e avalia deixar o partido em 2027.

Por 2 min de leitura

Erika Hilton critica o PSOL e admite possibilidade de trocar de partido
Erika Hilton critica o PSOL e admite possibilidade de trocar de partido

A deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou publicamente nesta semana que a sua legenda cometeu erros estratégicos significativos durante o processo eleitoral. A parlamentar, que registrou uma votação expressiva no estado de São Paulo, não descartou a possibilidade de deixar o partido e ingressar em outra sigla caso avalie ser necessário para a sua atuação política.

Em entrevistas concedidas após o primeiro turno das eleições de outubro de 2026, Hilton destacou que o PSOL falhou ao recusar uma federação partidária com o PT, ao realizar uma redistribuição inadequada do fundo partidário e ao deixar de valorizar e financiar devidamente candidaturas com alto potencial competitivo em São Paulo e em outras regiões do país.

A avaliação da deputada ocorre em um momento delicado para a legenda. Apesar de contar com puxadores de voto expressivos, o PSOL não conseguiu eleger uma bancada robusta o suficiente para atingir a chamada cláusula de barreira na Câmara dos Deputados, o que compromete o acesso futuro da sigla aos recursos públicos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão.

Erika Hilton foi a segunda candidata mais votada para a Câmara dos Deputados no estado de São Paulo, acumulando cerca de 1,5 milhão de votos. Contudo, a concentração de votos em poucos nomes, somada ao desempenho insuficiente de outros candidatos do partido para alcançar o quociente eleitoral, resultou em uma redução do número de cadeiras conquistadas pela legenda no parlamento.

Além das críticas direcionadas à condução interna do PSOL, a parlamentar avaliou o cenário nacional e a atuação da esquerda na disputa eleitoral. Para ela, o campo progressista precisa urgentemente atualizar sua linguagem e reorganizar suas estratégias de comunicação para conseguir dialogar com camadas da população que estão distantes do debate político tradicional.

Hilton também comentou a campanha presidencial e ponderou que a comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou a desejar no primeiro turno. A deputada defendeu que a campanha precisa intensificar o uso das redes sociais e das ruas no segundo turno para contrapor o avanço da direita e traduzir de maneira mais clara para o eleitorado os projetos em disputa no país.

Fontes consultadas

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