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Política

Erika Hilton conversa com o PT, mas nega decisão definitiva sobre deixar o PSOL

Deputada federal reelegeu-se com votação expressiva, mas enfrenta divergências internas na legenda sobre estratégias eleitorais e federações.

Por 2 min de leitura

Erika Hilton conversa com o PT, mas nega decisão definitiva sobre deixar o PSOL
Erika Hilton conversa com o PT, mas nega decisão definitiva sobre deixar o PSOL

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) confirmou que mantém diálogos abertos com diferentes legendas políticas, com destaque para o Partido dos Trabalhadores (PT), para avaliar os próximos passos de sua trajetória parlamentar. A parlamentar ressaltou, contudo, que ainda não bateu o martelo sobre uma eventual desfiliação do PSOL.

Em declarações recentes, Hilton apontou insatisfações públicas com a direção de seu atual partido. Entre os principais motivos de atrito estão questões ligadas à gestão do fundo partidário e ao que classificou como descumprimento de acordos previamente firmados dentro da sigla, além de divergências sobre as estratégias adotadas durante o último período eleitoral.

Aliados políticos apontam que a parlamentar avalia uma migração partidária antes do início da próxima legislatura, em janeiro de 2027. A movimentação ocorre em um cenário de reconfiguração da esquerda brasileira, no qual o PT articula a aproximação de nomes de destaque, incluindo o ministro Guilherme Boulos e o deputado federal André Janones, de acordo com análises do cenário político.

O debate sobre o futuro político do grupo no PSOL intensificou-se após divergências internas sobre a formação de uma federação partidária com o PT, defendida por alas da legenda que apostavam na união para fortalecer o campo progressista. A cúpula do PSOL, no entanto, optou por caminhar em federação com a Rede Sustentabilidade.

Nas urnas, a federação formada por PSOL e Rede não atingiu os critérios mínimos exigidos pela cláusula de desempenho, o que resulta na perda de acesso ao fundo eleitoral, ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão. O desempenho eleitoral abaixo da cláusula de barreira abriu debates jurídicos e políticos sobre as possibilidades de movimentação dos parlamentares.

Enquanto especialistas apontam que a transferência para outras siglas depende do aval formal dos partidos de origem para evitar processos por infidelidade partidária, a direção nacional do PSOL tenta manter o diálogo. A presidente da legenda, Paula Coradi, destacou a importância da atuação da deputada, que foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, com cerca de 1,5 milhão de votos.

Apesar da forte repercussão sobre seu futuro partidário, Erika Hilton afirmou que pretende conduzir o processo de forma transparente e manter portas abertas caso decida encerrar seu ciclo na legenda. A parlamentar também reforçou que, independentemente de articulações partidárias, a mobilização popular nas ruas continuará sendo fundamental para sustentar as principais pautas defendidas no Congresso Nacional.

Fontes consultadas

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